Após perder duas tias e avó em poucos dias, vítimas de Covid-19, vendedora passa por mais um sufoco, 10 familiares testaram positivo:”O medo é cada vez maior”

Mais uma vez, uma vendedora em Marília, depois de perder duas tias e uma avó, vive os dias com medo após ter mais 10 casos na família.

Valéria Aparecida Costa, de 36 anos, conta o que a pandemia lhe ensinou, como a saúde pública mundial, pode-se tornar um verdadeiro pesadelo e transformar a vida num drama pessoal e familiar. Por duas semanas, a mulher perdeu três pessoas chegadas na família, para a doença do novo coronavírus.

As perdas ocorrerem entre os primeiros 3 dias do mês, perdeu dois parentes após terem complicações causadas pela doença.

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E já na última terça-feira(16), perdeu mais um familiar uma tia de 46 anos.

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Mas não ficando por ai, o medo continua, depois disso mais 10 parentes chegados, também contraíram a doença. O avô que é viúvo de 84 anos, ainda precisou ser internado, mas já recebeu alta.

“Como não fosse suficiente a perda, agora também vivemos dia a dia com o medo, do que pode vir a acontecer com eles. Quando o meu avô foi internado, a gente já entrou em desespero. Meu Deus, mais um a gente não aguenta”, contou a vendedora.

Outro caso, que causou medo ainda na família, foi o fato da pressa que o vírus atingiu as três que morreram. Nós sempre pensamos que não vai bater na nossa porta, mas dentro de 15 dias acabamos por enterrar três parentes.

Minha avó era uma pessoa muito importante nas nossas vidas, mas já estava acamada, e claro sabemos que o risco seria maior. Agora as minhas tias, elas não tinham qualquer problema, e do dia para a noite se foram. A tia Cleuza, de 49 anos foi a primeira a vir a óbito, esta bem no domingo e na terça morreu”, conta.

Diante de tal sucedido, até agora a vendedora está a procurar perceber como é que os contágios se deu de forma tao intensa, e de onde apareceu o vírus, e o que fazer, para se prevenir.

Ainda segundo ela, o que possivelmente contribui para tal contaminação, e que toda a família reside no mesmo bairro da cidade, o Jardim Cavalari, onde todos são vizinhos de todos.

Em relação ao contágio, ela suspeita que a causa possa ser quando as tias faleceram, elas tinham procurado atendimento, para apenas os primeiros sintomas, e nem sabiam que estavam com o vírus na altura.

“Como surgiu, não podemos confirmar, a minha avó era acamada, e todos os filhos tinham contacto. A tia que faleceu primeiro teria ido para o PA, mas tinham dado o diagnóstico de dengue, e disseram que podia regressar a casa. Nessa mesma semana, a minha avó também foi ao PA, depois de ter passado mal”, conta.

Após o primeiro parente ter falecido, a vendedora recorda que todos os exames que a família realizou, deram negativo. Então os irmãos se juntaram para resolver como seria a vida do meu avô que ficou viúvo, e acabaram por ter contacto entre todos.

“Só soubemos que todos os irmãos, também estavam com a doença, depois de chegar o resultado dos postos de saúde e os laudos das mortes dos meus parentes”, explica valéria.

A vendedora, conta que neste momento tem que cuidar dos parentes, que testaram positivo, mas com os devidos cuidados. Já o seu marido e filhos, também realizaram os testes, com resultados negativos.

“Os meus familiares, que testaram positivo para a doença, estão num cômodo isolado. Quando saem para ir usar o banheiro, nós corremos de imediato atrás para limpar. Infelizmente não tem como isolar totalmente, porque todo mundo tem família, e nós deu negativo, mas não estamos em contato com eles”, finaliza.

 

Escrito por Carla Sofia

Sou especialista em Receitas, dicas e saúde! Gosto sempre de estar atualizada de novas receitas e formas medicinais!