Carnavalesco da Mangueira comemora campeonato e desabafa de alegria

"Só tem herói no meu morro", postou Leandro Vieira, que está no quarto ano na Verde e Rosa

Após alcançar seu segundo campeonato na Estação Primeira de Mangueira, o carnavalesco Leandro Vieira comemorou a conquista nas redes sociais.

Ele exaltou como um ‘título do povo’. “Entre o luxo e a ideia, sigo voando alto nos braços de uma boa ideia! Simbora, Mangueira. Boas ideias nos deram asas! É nosso, meu povo. Só tem herói no meu morro”, publicou em suas redes sociais.

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Ele, que está na Verde e Rosa há quatro anos, vindo de escola da Série A, apostou no enredo ‘História pra Ninar Gente Grande’, que recontou a história do Brasil com o protagonismo de heróis populares por meio de alegorias fortes, como a que apresentou o Monumento das Bandeiras manchado de sangue, e fantasias criativas.

A agremiação ganhou também como Melhor Escola na premiação Tamborim de Ouro. “Há muito tempo não via a Avenida explodindo como ontem. Acredito que era um grito engasgado na garganta do povo”, declarou ele, ontem.

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“Construir o Carnaval de 2019 foi muito difícil, tanto pelo fato do enredo ser contestador, quanto pela série de dificuldades financeiras, acrescentou o profissional, ao comemorar o troféu do jornal.

O último título da Mangueira foi em 2016, com o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá”, na estreia de Leandro Vieira.
Padrinho da Imperatriz nega ‘virada de mesa’     Com a autoridade de quem é dono de oito campeonatos e um dos pioneiros da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), o presidente da Imperatriz Leopoldinense, o bicheiro Luiz Pacheco Drummond, o Luizinho, assegurou que vale o que está escrito, velho ditado do jogo do bicho.

A tradicional escola e a Império Serrano — que caiu no ano passado, mas foi beneficiada em uma virada de mesa para desfilar no Grupo Especial — foram rebaixadas para a Série A. Fundada em 1959, a Imperatriz amarga a queda pela segunda vez, a primeira foi em 1977.

“O resultado está aí. Não tem virada de mesa. Será que os 54 juízes erraram? Não. Tem que respeitar. Quem errou foi a escola”, declarou Luizinho, que não valorizou o consolo do mandachuva da Grande Rio, Helio de Oliveira, o Helinho, que no ano passado também foi beneficiado por decisão do Conselho da Liesa de não mandar para a Séria A nenhuma escola, numa grande virada nas regras do jogo.

     APENAS QUATRO NOTAS 10

Na Avenida, a Imperatriz, que tratou sobre ganância, a história do dinheiro e a relação do homem com a moeda, pecou muito para os jurados. A Verde e Branco só levou três 10 em bateria e outra nota máxima apenas em fantasias, entre os nove quesitos julgados, onde acabou ficando em penúltimo lugar com 266,4 pontos.

“Temos que avaliar os erros e em alguns dias tomar decisões. Hoje (ontem), só sei que perdi”, analisou Luizinho.
Se o respeito às regras imperou para entender o amargo resultado na Imperatriz, no Império Serrano o silêncio foi a tática. Neto do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, o diretor de carnaval José Luiz Escafura não queria comentar o resultado. Mas antes de saber da queda da agremiação, ele fez um desabafo: “Faltou tudo, menos empenho.

Trabalhamos muito a ponto de finalizar fantasias no dia do desfile. Muita gente achou até que não conseguiríamos colocar a escola na rua”.

Questionado sobre a hipótese de cair para a Série A, Escafura foi lacônico: “A gente tem que estar firme diante de qualquer resultado. A escola é grande”.

Em último lugar, a Império não conseguiu nota 10 em nenhum quesito. As maiores pontuações foram adquiridas em bateria: dois 9.9 e um 9.8.

No entanto, em alegorias e adereços e fantasias, a escola colecionou 9.7, que somou ao todo 263,8 pontos no enredo ‘O que é, o que é’, baseado em música de Gonzaguinha.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]