“Como posso te ajudar a ficar bem?” É assim que a assistente social que lutou na frente de combate a AIDS dizia a seus pacientes, ela morreu com Covid-19

Há 15 anos pacientes que receberam o diagnóstico positivo para HIV, podia contar com o acolhimento e o sorriso da assistente social.

A assistente social Márcia Helena de Souza Silva, trabalhava no centro de referência e treinamento DST/ aids na zona sul de São Paulo.

Há 15 anos pacientes que receberam o diagnóstico positivo para HIV, podia contar com o acolhimento e o sorriso da assistente social.

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Mas devido a essa pandemia que tem tirado a vida de muitos, Márcia morreu no último sábado dia 23 e se tornou mais uma das 25 mil vítimas da COVID-19 no país.

A Paulistana de 58 anos Márcia Helena, sempre se aproximava das pessoas que estavam tratando com uma frase que fazia toda diferença. “De que forma posso ajudar você a ficar bem”.

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Ela sempre orientava os pacientes que eram diagnosticados positivo com HIV, a falar com os familiares e a realizar todo o tratamento, muitas vezes era ela que falava com a família sobre a situação da pessoa.

Quando não havia vagas para iniciar o tratamento, Márcia insistia até conseguir uma vaga para o paciente, quando faltava amparo, redobrava o seu trabalho, não era apenas uma assistente social, os colegas a chamavam de persistente social.

Márcia amava o que fazia, o que chamava a atenção de todos os colegas de trabalho e dos pacientes com AIDS, era a atenção e o cuidado que ela tinha de arrumar o cabelo, fazer as unhas, de passar maquiagem para ir ao trabalho, estava sempre bem arrumada, as pessoas diziam que ela falava que era mais do que vaidade, aquilo contribuía para o bem de todos os pacientes.

Márcia antes de trabalhar como agente social, esteve ao lado do Padre Júlio Lancelotti, com ele acolhia menores infratores e pessoas sem teto, o padre lembrou que a calma e o equilíbrio da profissional marcou a sua mente, segundo o padre, ela ajudava a resolver os conflitos dos moradores de rua.

O padre Júlio disse que diante das situações difíceis, ela era uma pessoa doce, firme, mas nunca fora do prumo, sabia resolver as questões.

Paulistana do bairro do Campo Limpo na zona sul de São Paulo, cresceu brincando com os quatro irmãos na rua da sua casa. Mas devido a   pandemia. Márcia apresentou sintomas da COVID-19, no dia 27 de abril foi entubada, passou 20 dias em coma e não resistiu, no dia 23 de maio faleceu.

 

Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.