Devido à pandemia, alunos da classe mais pobre esbarram por falta de recursos com EAD durante a pandemia da Covid-19:”sinal da internet nem sempre chega”

Durante a crise de pandemia, tem muitos jovens sem condições para estudar. O mesmo acontece com um jovem de Ribeirão Preto, entenda.

Uma jovem de 13 anos e seus irmãos, vivem com a avó e mãe em Ribeirão preto (SP). No lugar da carteira, esta o sofá acomodado para que ela possa estudar. Devido à pandemia as escolas estão fechadas.

Na casa com condições precárias, devido à extrema pobreza apenas existe um aparelho celular. No qual a jovem reversa com os seus irmãos, para que todos consigam estudar online, mas nem sempre conseguem aceder aos conteúdos.

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“Se torna complicado demais, porque não é a mesma coisa. Está faltando muito material, a gente apenas estuda com um celular, só que a internet às vezes falta muito”, conta.

Devido ao vírus, a escola só teve uma alternativa, para tentar travar essa pandemia, realizando aulas à distância, que acabou por causar sofrimento nas comunidades mais pobres, com a falta de acesso a recursos, como internet e equipamentos informáticos, que são fundamentais para a utilização de aplicativos que são disponibilizados para as aulas.

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Além disso, Darlene Stocco Colonese Gonçalves, Dirigente regional do Ensino do estado, confirma que depois da pandemia, as autoridades competentes irão fazer um diagnóstico para avaliar os alunos que não conseguiram fazer o acompanhamento escolar à distância, afim de conseguir fazer a recuperação dos conteúdos perdidos e evitar outros transtornos no meio das aulas.

“Vamos tentar de todas as formas, trazer todos os estudantes ao mesmo aprendizado”, diz.

Infelizmente a família, já pertence a um grau de pobreza, tendo assim menos facilidade de navegar na internet, enquanto os mais ricos, estão sem qualquer dificuldade. Ainda na cada de Maria Eduarda, apenas existe um celular, que é o da avó, que trabalha fora.

Para os netos acederem à internet, tem que aguardar que a avó chegue a casa para pegar o aparelho. Além disso, no bairro onde residem, nem sempre o sinal de rede de dados sempre chega.

“Sem internet, sem celular, e sem condição para comprar, porque apenas o que ganho, é muito pouco, e apenas dá para por o comer na mesa. Eles ficam sempre discutindo, mas tem que aguentar, não tem mais celular, nem tablet como fazer?”, diz a auxiliar de limpeza Maria Margarida.

“O problema não se trata apenas de tragédia. A proposta veio mostrar que existe diferenças e mazelas onde a educação e as politicas de educação, como um tanto mundo já tinham.(…)Mas quando bate no ensino público, nem todas as crianças tem a mesma sorte. Moral da história: o buraco cresceu”,diz.

“No começo da pandemia, a preocupação das famílias, foi o próprio sustento, essa preocupação que acaba por passar para as próprias crianças, e muitas vezes bem é porque tem o próprio alimento, levantam e não têm café-da-manhã,o almoço e janta, por isso acabam estando num mundo paralelo, e vivem preocupados como os adultos”, finaliza.

 

 

 

Escrito por Carla Sofia

Sou especialista em Receitas, dicas e saúde! Gosto sempre de estar atualizada de novas receitas e formas medicinais!