Dois anos de impunidade da morte de adolescente que teve mangueira inserida em seu corpo

Ele faleceu em decorrência de uma parada cardíaca depois de se submeter a cirurgias de reparação. Wesner perdeu parte do reto, teve seu intestino dilacerado e sofreu lesões no esôfago em decorrência do ataque.

Muitas pessoas devem se lembrar da morte de Wesner Oliveira, um jovem de 17 que veio a óbito depois de ter uma mangueira de lava-jato inserida no ânus. O que muitos não devem saber é que os culpados continuam impunes até hoje.

Os dois suspeitos pelo crime, o dono do estabelecimento e um terceiro funcionário respondem em liberdade. Para o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, é claro que houve intenção de matar. A defesa dos acusados, no entanto, alega que tudo não passou de uma brincadeira.

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No hospital, o menino chegou a afirmar antes de morrer que havia sofrido um ataque e que não tinha sido brincadeira. Para o promotor José Arturo Bobadilla, a lentidão na resolução do caso é um problema. “Entre a Justiça entender se o crime foi culposo ou doloso, há uma família enlutada esperando por esse desfecho”, afirmou.

Wesner foi atacado no dia 3 de fevereiro de 2017 e ficou 11 dias internado, lutando pela vida. No hospital, o garoto chegou a fazer um vídeo agradecendo pelo apoio e orações que vinha recebendo.No entanto, ele faleceu em decorrência de uma parada cardíaca depois de se submeter a cirurgias de reparação. Wesner perdeu parte do reto, teve seu intestino dilacerado e sofreu lesões no esôfago em decorrência do ataque.

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O CASO

Wesner trabalhava em um lava-jato e os ataques começaram quando, segundo depoimentos do caso, Wesner pediu que William, um dos acusados, comprasse um refrigerante para que os dois dividissem.

Nesse momento, William teria começado a bater em Wesner com um pano usado para limpeza dos carros. Wesner declarou que por várias vezes pediu que o colega parasse com as agressões, mas não foi atendido. O menino tentou fugir, mas foi perseguido e imobilizado por William.

Nesse momento, Thiago, dono do lava-jato, se aproximou dos dois com uma mangueira de ar-comprimido e inseriu a ferramenta ligada no ânus do garoto. Wesner começou a passar mal e vomitou.

O garoto foi atendido em duas unidades hospitalares até ser internado. No hospital, a polícia ouviu o garoto que afirmou:

“Isso não é brincadeira! Não era brincadeira. Eu não ia querer essa brincadeira nunca….pegaram eu de supresa (…) E o Thiago agarrou minhas duas pernas, segurou. Eu gritei. Mandei parar, mas não pararam. O Thiago que ligou o compressor e colocou a mangueira em mim…”, declarou em depoimento.

Escrito por Carla Lopes Silva

Colunista em sites de notícias e curiosidades. Adoro escrever sobre todo tipo de assunto. Curiosa por natureza, e amante da internet. Contato: [email protected]