Escritor e psicanalista diz que após a pandemia haverá menos amor romântico e mais individualidade

Terceira live do G1 teve participação da psicanalista Regina Navarro Lins e do escritor Fabrício Carpinejar em debate sobre o futuro dos relacionamentos após quarentena.

Uma Live foi realizado no G1 para debaterem sobre os relacionamentos após a quarentena, como as pessoas vão se comportar após a pandemia se haverá mudanças no comportamento e sua amor será o mesmo.

Foram convidados para participar desse debate Regina Navarro psicanalista e o escritor Fabrício Carpinejar, os dois acreditam que haverá uma mudança no relacionamento, é difícil prever quais serão essas mudanças, mas de acordo com eles, no fim desta pandemia do novo coronavírus, haverá um aumento da preocupação individual e da importância individual.

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A psicanalista Regina Navarro é autora de livros relacionados ao amor e a sexualidade, Fabrício Carpinejar é poeta, cronista e escreveu mais de 40 livros também sobre relacionamentos afetivos, os dois concordaram que para ter um relacionamento duradouro é preciso ter respeito à individualidade do outro, ao jeito do outro, como o outro pensa e se comporta.

Segundo os escritores o amor romântico não tem nada a ver com flores, com bombons, com palavras bonitas, mas com expectativa, o amor romântico é contrário à individualidade, por isso ele acredita que irá haver uma mudança, as pessoas vão se tornar mais individualistas, mais exclusivistas.

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Eles acreditam que após a pandemia, um amor diferente surgirá, de relações mais livres, de espera, amor a três, haverá uma individualidade, haverá novas formas nos relacionamentos.

Segundo os escritores a preocupação que atinge o mundo hoje, é de se proteger, de se higienizar, isso eles vão levar para o futuro e terão essas preocupações de higiene e de solidão, isso afetará os relacionamentos, após a pandemia as pessoas vão querer se casar por medo de ficarem sozinhos e por medo do surto se repetir.

A quarentena tem servido para as pessoas se conhecerem, não é fácil viver juntos e manter a amizade, por isso se casar somente sendo apaixonado é certeza de fracasso, é suspensão do juízo.

Não é correto casar para sair de casa, para não ficar sozinho, não é correto se isolar, a pessoa não pode ter somente uma fonte de felicidade, ela não pode excluir amigos e família, ela não pode se isolar, o amor não é uma ilha deserta, foi o que disseram os Escritores.

 

Escrito por Marcos Antonio Martins

Marcos Martins, é mineiro da gema, nasceu no dia 30 de abril 1975, tem dois filhos lindos que não sabe se parece com ele ou com sua esposa, é cheio de defeitos, mas as qualidades são perceptíveis.