Especialistas passam dicas para aproveitar bem a folia com alimentação adequada Saiba detalhes.

Foliões com restrições alimentares e crianças são os que precisam tomar mais cuidado veja

O carnaval é uma festa tradicional brasileira: são quatro dias inteiros de muita dança e diversão em todo país, seja ao som do frevo, do axé ou das marchinhas.

Muitos foliões passam quase um ano inteiro se preocupando com a fantasia que vão vestir ou com o destino que irão durante o feriado, mas, por diversas vezes, esquecem de cuidar da alimentação nessa época, fator importante para manter de ‘pé’ aqueles que pretendem curtir a festa sem preocupações.

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Para aqueles com restrições, mas que não dispensam a folia confira : Para quem possui restrições na dieta e, mesmo assim não abre mão de curtir o carnaval, a preocupação com os alimentos que vão ser ingeridos na folia deve ser ainda maior.

Nesse período, é comum que as pessoas comam fora de casa e a possibilidade de ter algum desconforto gástrico cresce. Dessa forma, muitas dessas pessoas acabam ficando ‘perdidas’ e não sabem o que consumir em suas refeições no decorrer da festa do momo.

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A nutricionista especializada em nutrição esportiva e funcional Moema Ferro, em conversa com a Gazetaweb esclarece sobre a importância de pessoas com restrições se alimentarem corretamente no período festivo.

“Os indivíduos que possuem algum tipo de restrição alimentar, como intolerância ou uma alergia específica, devem continuar respeitando a dificuldade que tem de absorção na metabolização desses alimentos, pois elas vão correr grande riscos de passar mal e de ter alguma desordem intestinal”.
Ela ainda destaca alguns fatores que pioram os indícios de indigestão. “Os problemas de má digestão são muito agravados nessa época pelo aumento da temperatura, pela exposição excessiva ao sol, além da questão do consumo de bebidas alcoólicas, que acabam dificultando a hidratação do corpo”, completa Moema.

Com o ‘corre corre’ dos dias de carnaval, as pessoas precisam de alimentos mais práticos para consumir durante as festas. Por isso, o ideal é optar por refeições que sejam ‘livres’, como os alimentos sem lactose ou glúten. De acordo com a nutricionista, os industrializados não são ideais para o dia a dia, porém como os foliões vão estar no meio do carnaval, pode ser feita a exceção.

Apesar das limitações, os foliões não deixam de viajar para se divertirem durante o carnaval. A estudante Telma Klarisse, que possui alergia a alguns tipos de comidas, vai passar o feriado em outro estado. A foliã conta que, mesmo longe de casa, tenta manter o cuidado com a sua alimentação.

“Tenho muita cautela com o que vou comer na rua e sempre levo lanche de casa. Geralmente, são frutas que tem casca e não precisam ser lavadas, como a banana, por exemplo”, disse.

Para manter a cautela, é interessante que o indivíduo consuma algum tipo de complemento para ajudar o organismo a continuar funcionando bem. A nutricionista indica que o cuidado seja preventivo, principalmente durante as festas. A dica é a utilização dos probióticos, que são bactérias benéficas que vivem no intestino. Segundo Moema Ferro, eles servem para fortalecer o intestino de quem sofre restrições alimentares.

Atenção redobrada com  Alimentação da criançada na folia :

O carnaval também é sinônimo de festa para as crianças. Os dias de folia contam com a presença dos pequenos, que aproveitam para brincar e se divertir, seja em bloquinhos de rua ou em bailes feitos para a família. Contudo, os pais acabam dando menos atenção à alimentação dos filhos e algumas vezes problemas de saúde surgem após esse descuido momentâneo.

A nutricionista Moema Ferro faz um alerta para a falta de cautela com a dieta das crianças neste período. “É preciso ter mais cuidado e atenção, mesmo que seja um pouco trabalhoso. A criança necessita manter uma alimentação que já tem em casa e, assim como os adultos, deve ser evitado ingerir alimentos gordurosos”, disse.

Outro elemento importante apontado pela nutricionista é o armazenamento dos alimentos, pois, sabe-se que o carnaval acontece durante a época do verão. Nesse período, os dias são mais longos e as temperaturas permanecem elevadas ao longo da estação. Alguns foliões optam por preparar refeições em casa com o intuito de ingerir ao longo das festas. Desse modo, por muitas vezes deixam os lanches expostos ao calor excessivo e a tendência é que as comidas estraguem mais rápido.

Os pequenos são considerados mais vulneráveis e possuem um sistema imunológico mais fraco, propensos a adquirir distúrbios intestinais com mais facilidade no meio da folia. Por isso, a importância do cuidado ainda maior com o que eles irão ingerir. “É importante que a alimentação das crianças seja controlada e rigorosa”, alertou Moema Ferro.

Para todos os tipos de foliões

O ritmo nessa época é intenso e a falta de cuidado com a dieta pode prejudicar a diversão. Ficar sem comer por muito tempo ou deixar de consumir água são alguns dos descuidos que os foliões tem nessa época.

Em conversa com a Gazetaweb, a nutricionista Luana Pacheco explicou que, para algumas pessoas, os sintomas em decorrência desses descuidos acabam não aparecendo dentro de algumas horas e o folião pode achar que está indo tudo bem com o seu corpo. Porém, os incômodos irão aparecer após um longo período de jejum e podem atrapalhar a festa.

“Se o folião ultrapassar a barreira das 6 horas, assim então esgotando a glicose, o corpo vai começar a ressentir em nível energético e a primeira coisa a ser afetada vai ser o humor, seguido de raiva, muita fome e, para alguns, também, dores de cabeça, fraqueza e dor de estômago”, disse.

Para que esses problemas sejam evitados e não acabem atrapalhando a agenda de festa, é necessário ficar atento aos horários da alimentação. As recomendações da nutricionista Luana Pacheco são: não deixar de comer pelo menos de 3 em 3 horas e se hidratar bastante com água mineral e água de coco.

Alguns alimentos são vilões e devem ser evitados pois causam desgaste físico em quem pretende pular os bloquinhos e dançar ao som do frevo. “O folião tem que fugir de comidas gordurosas, frituras, empanados, gorduras de carne e frango, embutidos e alimentos que contém muito sódio, pois possuem uma digestão mais lenta e roubam a energia do corpo humano”, ressaltou a nutricionista.

Já a dieta recomendada para manter os foliões ‘em pé’ deve ser rica em carboidratos, proteína e frutas, que são alimentos ideais para proporcionar energia e resistência ao organismo. Segundo Luana Pacheco, deve-se dar preferência aos carboidratos integrais como pães, arroz, aveia, batata doce, mandioca e inhame. Os grãos, como feijão, lentilha e milho também são alimentos que devem ser inseridos no cardápio.

Ao longo desse período, as pessoas costumam se expor bastante ao sol e a temperaturas elevadas, ou seja, a transpiração nessa época é ainda maior. Por isso, é fundamental ter cuidado com a hidratação, beber água mesmo sem sentir vontade, uma vez que quando se sente sede já pode ser um pequeno indício de desidratação. “A água mineral e de coco são ótimos eletrólitos. E essas substâncias são eliminadas de forma natural do nosso corpo, através do suor e da urina”, explicou Luana.

Outro fator a ser considerado é o consumo de bebidas alcoólicas. Nessa época, os foliões precisam ficar atentos a ingestão excessiva. As horas intermináveis de folia acabam sendo uma tentação, principalmente quando o consumo de álcool é excessivo e a alimentação é deixada de lado. O resultado disso não é nada mais que ressaca e sensação de cansaço.

Porém, a nutricionista dá algumas dicas do que fazer para quem exagerou com as bebidas. “Se o folião tiver exagerado um pouco no consumo de álcool, no dia seguinte, para aliviar o excesso de álcool no fígado, é recomendado manter a hidratação consumindo água, abusar dos chás de erva-doce, hortelã e boldo, assim como o suco verde. Caso o indivíduo venha a ter náusea, ele pode optar de mastigar um pedacinho de gengibre ou casca de limão”, aconselhou.

 

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]