“Estou me sentindo humilhada”, diz mulher trans após polêmica no Carnaval de Nova Friburgo

Escola relatou que havia um homem na ala das baianas de outra agremiação, o que é proibido pelas regras do carnaval da cidade. Liga das escolas não aceitou recurso.

Um novo caso de polêmica envolvendo o carnaval Brasileiro. O caso dessa vez envolve a cidade de Nova Friburgo, no RJ. Uma mulher trans decidiu ir desfilar na escola de samba na ala das baianas, acabou gerando discórdia e uma série de críticas, na Região Serrana do Rio.

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O desfile de carnaval na cidade é considerado o segundo maior de todo o Rio de Janeiro, que aconteceu nos dias 23 a 25 de fevereiro, as escolas adversárias entraram com uma ação contra a escola que infringiu as regras estabelecidas. O acontecimento que gerou polêmica foi por causa da escola de samba unido da Saudade, que falou que tinha um hétero na ala das baianas da escola Alunos do Samba, o que não é aceitável pelas regras exigidas.

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Segundo informações da escola Alunos do Samba, é sim permitido a permanência dela no local, ela tem carteira e documentação feminina, ela é uma mulher trans.

Francisca Monteiro de Souza, conhecido por todos como Chica,contou em entrevista que desde 12 anos de idade já se considerava trans. Porém apenas no inicio de 2019 tomou a decisão de organizar seus documentos.

Chica ainda disse está se sentindo humilhada e vítima de preconceito. Estou muito triste por utilizarem a imagem de minha pessoa, sem pedir autorização, pra afundar a minha escola. Toda essa cena de preconceito só para conseguirem pontos. É um absurdo de total humilhação como essa de preconceito”, contou chica.

A escola de sambas Unidos da Saudade publicou um comunicado, afirmando que; jamais teve intenção de cometer um ato de preconceito ou ofender alguém.”, porém regras dizem quem é inaceitáveis homens na ala das baianas, não diz nada sobre pessoas trans”, contou a escola Saudade.

A escola Saudade diz em defesa” que sempre vai apoiar mulheres, inúmeras chicas e marias, e defenderemos a minorias. Nossa quadra sempre está aberta a todas sem nenhuma exceção de crença ou de gênero.

Escrito por Wellington Pereira Da Silva

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