Estudos dizem que “lamber” a chupeta do bebê ao invés de lavar protege mais contra doenças

Método polêmico é usado por uma certa quantidade de pais, o que leva alguns institutos a investir em pesquisas sobre a prática nada ortodoxa, que vem se mostrando eficaz.

De acordo com uma pesquisa que recentemente foi atestada e publicada pelo Sistema de Saúde Henry Ford, de Michigan (EUA), os bebês cujos pais ao invés de lavar a chupeta, a lambem para limpá-la apresentam um nível mais baixo do anticorpo Ige, por volta dos 10 meses até os um ano e seis meses de idade.

Para que o estudo fosse realizado, cerca de 128 mães responderam de forma voluntaria ao questionamento de como faziam a limpeza da chupeta de seus filhos. Depois de dada as respostas, a criança era submetida a exames físicos e também a exames laboratoriais.

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Das 128 mães entrevistadas, 53 delas limpam as chupetas com água corrente, somente 30 esterilizam usando água fervendo ou colocam a chupeta na máquina de lavar louça e 9 dessas mães surpreenderam os pesquisadores ao revelarem que lambem a chupeta para higieniza-la.

Os pesquisadores não estão querendo incentivar os pais a chupar as chupetas de seus filhos para poder prevenir asma e bronquite, mas afirmam que quando se faz isso, o bebê pode acabar recebendo bactérias saudáveis dos seus pais que o ajudarão a ficar livre de qualquer alergia respiratória, diz a alergista e principal autora do estudo ao site da instituição.
Em um livro, chamado Dirt is Good (“sujeira é bom”, em tradução livre), publicado no ano de 2017, pelo pesquisador de micróbios norte-americano Jack Gilbet, já trazia afirmações de que em alguns casos não é necessário nem mesmo lavar; a criança pode levar a chupeta de volta à sua boca.

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Pois, dessa maneira, a criança vai ser exposta a micróbios e até a algum tipo de sujeira, o que vai fazer com que o sistema imunológico dessa criança seja de certa forma estimulado e treinado“, esclareceu o autor do livro em uma entrevista concedida a uma rede de TV norte-americana.

Em palestra para o TedX, ele explica que é necessário ter um equilíbrio entre a higiene que protege de doenças e a exposição saudável a um mundo que é rico e diverso quando se trata de micróbios.

“A criança que nasce de parto normal acaba recebendo bactérias do canal vaginal da mãe; já a que nasce de cesariana, acaba recebendo as da pele. São dois jeitos completamente diferentes de se ter uma cultura inicial de bactérias, que afeta a nossa saúde em vários aspectos”, concluiu ele.

 

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]