Feminicídio no Brasil: “Mulheres vítimas estão morrendo sem conseguir denunciar”

Os casos mais graves acontecem nos lugares onde há mais pobreza.

A juíza Renata Gil de Alcântara Videira, que está na frente da Associação dos magistrados brasileiros e a primeira mulher a presidir em 70 anos, está liderando a campanha Nacional Sinal Vermelho.

Onde colocou a iniciativa de tornar as farmácias pontos de denúncia e ajuda a mulheres que sofrem violência.

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A pandemia da covid-19 e o distanciamento social, trouxe à tona a violência que as mulheres têm sofrido dentro dos lares.

Os casos mais graves acontecem nos lugares onde há mais pobreza, no Distrito Federal houve um aumento no número de flagrantes relacionados à Lei Maria da Penha.

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Segundo a Polícia Civil, mais de 9 mil registros foram feitos durante a pandemia, a juíza Renata Gil, disse que receberam relatos de mulheres que estavam em cárcere privado a mais de 10 dias.

Durante a pandemia houve um aumento de feminicídio registrados no país, segundo a juíza esses dados indicam que as mulheres estão morrendo sem conseguir fazer a denúncia, embora a violência aconteça em qualquer classe social, há um aumento significativo nas classes pobres e entre as mulheres negras.

A campanha sinal vermelho se propõe ajudar as mulheres vítimas de violência doméstica, a ideia é que as mulheres que sofreram qualquer tipo de violência venham fazer uma marca, um x na mão, que pode ser feito com uma caneta ou o próprio batom e apresentar na farmácia, ou drogarias pedindo ajuda.

Esse programa irá ajudar também mulheres com problemas auditivos, a campanha tenta chamar a atenção da população sobre o aumento da violência contra mulheres.

Segundo Renata Gil, o Brasil com relação a violência contra mulheres está atrás apenas da Rússia, Honduras, Guatemala e Venezuela.

 

Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.