‘Fizeram coral xingando a menina de assassina’; médico que realizou aborto traz novos detalhes sobre protestos

Diretor médico e obstetra Olímpio Moraes Filho diz ter sido impedido pelos manifestantes de entrar nas dependências da unidade de saúde.

A garotinha da cidade de São Mateus, no estado do Espírito Santo que engravidou aos 10 anos devido aos abusos que vinha sofrendo desde os 6 anos de idade de seu próprio tio, teve o aborto realizado neste domingo, dia 16 de agosto e passa bem.

O diretor médico e obstetra Olímpio Moraes Filho foi o responsável por realizar o procedimento em Recife, capital de Pernambuco.

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Desde que o procedimento do aborto foi autorizado pela Justiça, diversos protestos de grupos religiosos se iniciaram pelo país todo, ficou ainda maior na frente do hospital onde o aborto aconteceu.

Esses manifestantes resolveram ir até a frente do hospital para tentarem evitar que o procedimento fosse concluído. Uma criança grávida.

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Em uma entrevista que o médico deu para a rádio Jovem Pan, ele relata que ouviu diversos gritos em forma de protesto ao chegar na unidade médica que realizaria o aborto.

“Gritavam, rezavam e não respeitavam o hospital de emergência, uma maternidade. Eles pediram ao coro que chamasse a garota de assassina. Felizmente para nós, a criança não ouviu. O que é mais assustador são os políticos e representantes lá,” contou o

médico.

Médico afirma ter sido hostilizado

Em outra entrevista dada a mesma rádio, Olímpio conta que sofreu muitas hostilidades ao chegar até o hospital onde realizaria o procedimento de interrupção da gravidez.  Com esse protesto o novo coronavírus podia ser passado com muita facilidade.

 

Escrito por Redator News Hero

Sou especialista em notícias da TV, fofocas de famosos e acontecimentos em geral. Também escrevo sobre acontecimentos no meio político.