Igreja evangélica usa dinheiro do dízimo para construir casas para pessoas em situação de vulnerabilidade

Mendonça, que também é sargento da Polícia Militar da 25ª CIA em Cabo Frio, decidiu que o dinheiro deveria ser usado para ajudar os membros da congregação que vinham enfrentando condições de vida insalubres. Com a ajuda de pedreiros voluntários, o pastor se dedica a criar moradias dignas para membros da comunidade.

Os ensinamentos de Cristo servem como baliza para as religiões de matriz cristãs, mas isso não impede que algumas sejam alvo de críticas. No entanto, a história que vamos contar hoje é justamente o oposto.

Fábio Mendonça, que é pastor da Assembléia de Deus Ministério Lagoinha, em Araruama, Rio de Janeiro, decidiu usar o dinheiro arrecadado com o dízimo para ajudar famílias carentes da região.

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Mendonça, que também é sargento da Polícia Militar da 25ª CIA em Cabo Frio, decidiu que o dinheiro deveria ser usado para ajudar os membros da congregação que vinham enfrentando condições de vida insalubres.

Com a ajuda de pedreiros voluntários, o pastor se dedica a criar moradias dignas para membros da comunidade.

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Mendonça revelou que recebeu criticas, até mesmo de outros pastores. “Alguns pastores me perguntaram se eu não estava “arrumando” muito trabalho. Se Deus pensasse no trabalho que o ser humano dá a Ele em relação à desobediência a seus princípios, não teria feito o mundo.

 Tudo que fazemos na vida pode nos gerar problemas, você não compra um carro, por exemplo, pensando que o pneu pode furar um dia, mas no benefício que você vai ter com o veículo”, contou.

O projeto começou em 2013, para ajudar membros da igreja que estavam sem ter onde morar. Na época, duas senhoras que receberam uma casa vivam dentro da igreja por não ter onde ficarem. O projeto cresceu e se mantém até hoje.

Na época, o pastor Fábio Mendonça declarou: “as igrejas devem ficar mais atentas à necessidade do povo. Sejam elas materiais ou espirituais.

Há igrejas em que a maioria dos membros não possui necessidades financeiras, mas sempre há os que precisam de ajuda espiritual e aqueles que precisam de ajuda material”.

Muitas pessoas elogiaram a iniciativa do pastor, destacando que é preciso tomar o cuidado com os membros da igreja também no sentido material. Afinal de contas, do que adianta “arrebatar a alma” se a pessoa não consegue viver de maneira digna?

É o questionamento que muitos se fizeram. Ao todo não se tem o número exato de quantas famílias foram beneficiadas com a iniciativa do pastor.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]