Jovem fica tetraplégica depois de brincar de ‘pegar jacaré’ em praia de São Paulo

"Ela nos contou que já estava saindo do mar e pegou o jacarézinho para sair mais rápido. Ela também disse que sentiu a onda jogar ela pra baixo", conta um tio da jovem.

Karina Neustadter Castellanos, de 24 anos, luta para recuperar o movimento das pernas depois de um acidente trágico. A jovem estava em uma praia do litoral de São Paulo se divertindo quando, durante uma tentativa de “pegar jacaré”, ela acabou batendo com a nuca e tendo uma grave lesão. A brincadeira consiste em aproveitar a onda para chegar até a areia.

“Ela nos contou que já estava saindo do mar e pegou o jacarézinho para sair mais rápido. Ela também disse que sentiu a onda jogar ela pra baixo”, conta um tio da jovem. Karina estava em Ilhabela com o namorado quando o acidente aconteceu.

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Karina bateu a nuca em alguma superfície no fundo da água, o impacto foi suficiente para fraturar a vértebra C6, o que a deixou tetraplégica.

“Ela ficou vários dias internadas na UTI do hospital, chegou a ficar entre a vida e a morte, e no dia 2 de fevereiro fez uma cirurgia onde colocou uma placa de titânio. O pulmão e o diafragma dela também foram lesionados, por isso ela está com dificuldade para falar também”, revelou o tio.
A jovem hoje mora com os avós, onde se recupera depois das cirurgias. Ela continua usando um cordão cervical, sonda sevical e também precisa do uso de fraldas. A mãe de Karina deixou o emprego para poder cuidar da filha, ela trabalhava como esteticista em São Paulo.

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“Morávamos em São Paulo por causa da faculdade dela, mas na casa da avó em Santos tem muito mais recursos de mobilidade e fica mais fácil para locomovermos ela. Eu pedi demissão e, agora, vivemos em função da Karina”, contou a mãe, Tereza Castellanos.

O tio fala sobre a recuperação de Karina. Não há uma definição se ela vai conseguir recuperar todos os movimentos, mas as sessões de fisioterapia já começam a dar resultado.

“Ela consegue mexer um pouco os braços, a mão, mas não tem força. Vemos melhora. Nas pernas ela tem espasmos, já teve câimbra, mas nada de movimento”, conta o tio.

A família abriu uma vakinha online para receber doações na tentativa de conseguir o dinheiro necessário para o tratamento da jovem.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]