Médicos recebem autorização jurídica para realizar transfusão de sangue em paciente grave com Covid-19, a família negou por questões religiosas

Alguns grupos religiosos negam realizar estás práticas baseando-se nas suas doutrinas.

Uma liberdade religiosa é um direito na constituição dizendo que é Inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício religioso.

De acordo com José Afonso da Silva, uma liberdade religiosa tem três divisões, a liberdade de crença, a liberdade de culto e a liberdade de organização religiosa, também presente nos direitos fundamentais, é o direito à vida e o artigo da Constituição Federal diz que este é o mais importante, pois necessita deste para a realização dos outros.

PUBLICIDADE

Então se olhar para a lógica o direito à vida está em primeiro lugar antes do que a crença, sendo a vida o bem mais precioso que o ser humano possui, interpretando assim a Constituição, a justiça então declara que mesmo que a religião proíbe a transfusão de sangue a vida sobressai a própria crença religiosa.

Por isso os médicos podem tomar a decisão de ir contra a decisão religiosa e fazer uma transfusão de sangue, a transfusão de sangue é uma medida adotadas pelos médicos para salvar a vida melhorando o tratamento.

PUBLICIDADE

Alguns grupos religiosos negam realizar estás práticas baseando-se nas suas doutrinas, mas a constituição diz que a vida é mais importante, devido a pandemia da covid19, um homem foi internado no hospital em Goiânia, foi levado diretamente para a UTI e precisou fazer uma transfusão de sangue no paciente, mas os parentes não concordaram com essa decisão dos médicos, dizendo que a sua crença religiosa é contrário à tal prática.

A vítima que está internada na unidade de terapia intensiva, só sobreviveria se realizasse a transfusão de sangue, foi necessário uma intervenção da Justiça, o juiz Sandro Cássio de Melo Fagundes da 28ª Vara Cível, declarou que a vida está acima da religião.

O hospital alegou que se não fizesse a transfusão de sangue o homem não sobreviveria, o juiz também relatou que o paciente está em coma e não possui como escolher entre religião ou a própria vida, por isso os médicos devem tomar essa atitude, que segundo a Constituição, religião não é superior aos direitos fundamentais, que é a vida e a saúde.

 

Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.