Menino diz ter visto colega de 11 anos que morreu na BA ser baleado pela polícia enquanto brincavam: ‘Estou em choque’

   Pai lamenta

O motorista José Carlos Souza, pai de Hebert, está muito abalado e espera que os envolvidos paguem pela morte do filho.

“Foi uma parte que tiraram de mim, da mãe, dos vizinhos também, porque era um menino extrovertido, brincava com todo mundo”, disse.

Ele conta que não estava em casa no momento em que o filho foi atingido. Motorista, ele trabalhava na cidade sergipana de Aracaju e, ao receber a notícia, viajou imediatamente para Salvador.

“Saí desesperado. Quando cheguei em casa, recebi a notícia de quem tinha tirado a vida do meu filho. Isso é revoltante. Precisamos de polícia preparada e não despreparada”, falou.

José Carlos ainda fez um desabafo sobre a ação da polícia. “A rua só de gente de bem. Não tinha medo porque ele estava na porta de casa. Não é possível que uma criança não possa brincar na porta de casa? Que segurança nós temos nesse país? Nossos impostos, os que nós pagamos, para ter essa segurança? É segurança isso aí? Estamos em um país em que os pais estão enterrando os filhos e não ao contrário, como deveria ser”, lamentou.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]