Mesmo após reprovação em exame psicológico Suzane von Richthofen pode ser solta

Suzane von Richthofen recebeu pena de 39 anos de prisão após ser condenada pela morte de seus pais em 2002. O caso teve grande repercussão na época e chamou atenção principalmente por se tratar de uma família tradicional e com alto padrão de vida. O crime foi brutal e ter a própria filha do casal como mandante e participante foi e é alvo de indignação.

Durante os anos de prisão ela sempre tentou diminuir a pena e passar do regime fechado para o aberto. Em 2014 Suzane passou por dois exames, um criminológico, que é realizado por um time de funcionários do presidio, contando com médicos e psicólogos, ao qual foi aprovada e o exame de Rorschach que capta traços profundos de personalidade de uma pessoa e pode determinar, por exemplo, se ela consegue conviver em sociedade, e neste outro ela foi reprovada.  Mesmo com a reprovação em um dos exames Suzane passou do regime de prisão fechado para o semiaberto, que lhe deu o direito a cinco saídas temporárias da prisão por ano.

Há mais de um ano Suzane, através de seus advogados, tem solicitado o cumprimento do restante da pena em regime aberto, o que logo fez com que o Ministério Publico solicitasse a aplicação de novos teste. De acordo com a justiça os testes não são obrigatórios para determinar a soltura de um preso, mas podem ajudar um juiz na tomada de decisão. Novamente Suzane foi aprovada no teste criminológico, mas os resultados do teste de Rorschach continuam mostrando que ela apresenta riscos a sociedade. De acordo com o teste ela tem dificuldade para avaliar o resultado dos seus atos e também a mostra como uma pessoa egocêntrica e narcisista, que se preocupa apenas com ela mesma. Suzane não sente culpa do que fez no passado e se apresenta como uma pessoa infantilizada e que demonstra pouco afeto.

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Mesmo com evidencias cientificas tão claras de que Suzane não sente culpa ou preocupação com o que fez, o caso está nas mãos de apenas uma pessoa, uma juíza, que pode a qualquer momento determinar sua liberdade e retorno à sociedade para levar vida normal.

 

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