Motorista é vítima de ataque em grupo depois de ser acusado de assediar adolescente em ônibus escolar

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, dois boletins de ocorrência foram registrados em duas delegacias diferentes, cada um com uma versão dos fatos. Os investigadores agora tentam descobrir se de fato houve assédio e, se confirmado, quem realmente o praticou: o motorista agredido ou outro motorista de ônibus escolar.

A Polícia Civil investiga um caso de espancamento coletivo contra um motorista de ônibus no município de Mongaguá, no litoral de São Paulo.

Segundo informações levantadas até o momento, um motorista da linha de ônibus municipal foi atacado por diversas pessoas depois de ser acusado de assediar uma adolescente.

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A polícia tenta entender as circunstâncias em que o ataque aconteceu e punir os envolvidos, também como o próprio motorista caso o assédio seja confirmado. As acusações contra o motorista são confirmadas por testemunhas, mas a defesa nega.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, dois boletins de ocorrência foram registrados em duas delegacias diferentes, cada um com uma versão dos fatos.

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Os investigadores agora tentam descobrir se de fato houve assédio e, se confirmado, quem realmente o praticou: o motorista agredido ou outro motorista de ônibus escolar.


Segundo parentes da vítima, de 17 anos, o motorista já violentou a jovens com gestos e palavras logo que ela subiu no transporte coletivo. Foram os próprios familiares da vítima que atacaram Anderson Brito, de 34 anos, antes mesmo do fim do expediente.

No boletim de ocorrência, Anderson nega que tenha assediado a jovem e da sua versão dos fatos. Segundo o motorista, ele foi surpreendido por pelo menos 15 pessoas na entrada da garagem da concessionária dos ônibus escolares, onde começaram os ataques. As agressões foram filmadas e depois divulgadas na internet, o homem precisou ser internado.

Anderson acredita que foi confundido com um motorista de transporte escolar e afirma que foi atacado com faca, capacetes de moto e pedaços de pau.

Ele ainda alega que teve R$450 roubados durante o ataque e seu crachá também. O advogado de defesa do homem afirma que acompanha as investigações e que entrará com processo cível contra os agressores.

Anderson precisou ser mantido na unidade hospitalar depois que um sangramento foi identificado em seu crânio.

A Polícia Civil de Mongaguá esclareceu que a investigação sobre o assédio esta sendo conduzida na Delegacia de Defesa da Mulher, enquanto a investigação sobre a agressão acontece na Delegacia Polícia Sede. Os casos estão sendo investigados isoladamente e não houveram prisões porque não houve flagrante.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]