Mulher lésbica decide processo empregadora depois de ser obrigada a usar banheiro masculino

Em determinação judicial, Thais conseguiu a garantia de não ser demitida e também o direito de usar o banheiro feminino com a aplicação de multa de R$10 mil por dia em que for impedida de usar o banheiro.

Thais de Paula, 30 anos, funcionária lésbica de um supermercado em Campinas, São Paulo, decidiu entrar na justiça contra seus empregadores depois de ser obrigada a usar o banheiro masculino.

Thais conta que sempre usou o banheiro feminino normalmente até que uma outra funcionária revelou se sentir constrangida com a presença dela, foi quando os empregadores decidiram proibir a mulher de usar o banheiro feminino. Na justiça, Thais conseguiu o direito de usar o banheiro feminino.

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Na justiça, Thais entrou com processo contra a atacadista onde trabalha, contra a empresa que a contratou e também contra a empresa onde a mulher que se queixou trabalha.

Em determinação judicial, Thais conseguiu a garantia de não ser demitida e também o direito de usar o banheiro feminino com a aplicação de multa de R$10 mil por dia em que for impedida de usar o banheiro.

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Para o juíz, Thais revelou que ouviu da supervisadora que deveria mesmo usar o banheiro masculino porque se parecia com um homem. Ela conta que se sentia muito constrangida em usar o banheiro masculino e que tinha medo de ser agredida de alguma forma e até mesmo violentada.
“Coloco o uniforme por cima da minha roupa. Um rapaz pediu que a chefia mudasse esse tratamento e ouviu que, independente do que fosse dito, como eu pareço homem, continuaria no banheiro masculino“, contou.

Thais afirma que é uma mulher lésbica e não um homem transexual, como a Elofort, sua contratante alega agora. Em sua defesa, a Elofort alega que Thais declarou no momento da contratação que preferia ser tratada como Thalison e que preferia usar o banheiro masculino.

Para o juiz André de Souza, da 6ª Vara Cível do Foro de Campinas, a determinação da empresa fere o direito de dignidade de Thaís.

A empresa Aurora, contratante da promotora de vendas que fez reclamação contra Thaís, alegou que não pode comentar o caso já que não possui conhecimento.

Mas, em nota, alegou que é contra qualquer tipo de discriminação e que isso não faz parte das diretrizes da empresa. A Makro, onde Thais trabalha afirma que esta apurando o caso desde que tomou conhecimento e que repudia qualquer tipo de discriminação.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]