Mulher que foi morta a facadas por ex namorado, também sofria ameaças e agressões de ex marido

Em boletim de ocorrência, ela disse que sofria também agressões por parte do ex marido

A garçonete Lucimar Freitas da Silva Vasconcelos, que foi morta a facadas por Márcio de Oliveira Vicente, um ex-namorado, de 46 anos, sofria ameaças e agressões por parte do ex-marido, Paulo Henrique Vasconcelos.

Foram feitos, quatro boletins de ocorrência entre os anos de 2015 e 2017. Neles, ela conta que recebia chutes, socos e todo tipo de xingamentos.

PUBLICIDADE

Quando o caso foi a julgamento, em agosto de 2018, Lucimar, entretanto, ficou em silêncio, não prosseguindo com o processo, que por esse motivo, foi absolvido.

A filha do casal, Adriana Vasconcelos da Silva, técnica de enfermagem, foi também esfaqueada por Márcio, e decidiu testemunhar no processo.

PUBLICIDADE

Registros de ocorrências que foram feitas na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e igualmente 166a DP (Angra dos Reis), mostram que Lucimar, disse que sofria ameaças desde o ano de 2014 por Paulo Henrique.

Ele falava, de acordo com ela, que iria matá-la porque ela, não queria mais dormir com ele. Em 11 de novembro, um ano após, ela afirmou ter sido novamente vítima de agressões, só que dessa vez por parte do ex-marido.

Em 2016, ela voltou a delegacia para denunciar que foi novamente vítima de agressão durante a realização de uma festa junina, organizada na Rodovia Governador Mario Covas.

Paulo Henrique teria dado socos em eu rosto e chutes nas pernas. Após a agressão, ela ouviu dele: “Eu vou te dar cinco tiros na cara”.

Um ano após esses acontecimentos, a filha de Lucimar, Adriana, disse, em depoimento que o pai falou para ela: “Se a sua mãe quiser por homem dentro de casa, eu mato ela”.

O delegado Vilson de Almeida, titular da 166ª DP, disse que Márcio de Oliveira Vicente foi preso em flagrante acusado de duplo homicídio de Lucimar e Adriana.

Ele estava com um ferimento cortante no dedo indicador direito. Ele negou estar envolvido no crime e afirmou que o machucado se tratava de um corte com faca, e que teria machucado um dia antes enquanto cortava cana em um sítio na Sapinhatuba, em Angra dos Reis.

Ele, foi interrogado em relação a seu celular e disse que o mesmo estava em concerto. Os policiais foram à casa do suspeito para fazerem buscas. Não havia móveis no local, somente roupas e alguns poucos objetos pessoais.

Nas roupas de Márcio, uma calça jeans, que estava úmida foi encontrada. Márcio confirmou ser dele. A mesma peça tinha, em seu lado esquerdo, uma mancha vermelha, compatível com sangue. Seguem em andamento as investigações do caso.

 

Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.