Mulheres são obrigadas a se prostituir para sobreviver e se tornam escravas do sofrimento

Jornalista faz um documentário mostrando a triste realidade das mulheres que vivem dentro de um dos maiores bordéis de Bangladesh.

Fotos mostram a triste realidade enfrentada pelas mulheres de um bordel em Bangladesh.

A prostituição em Bangladesh, país asiático que possui uma grande fronteira com a Índia, é legalizada. O país é em sua grande maioria muçulmano.

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Uma jornalista Alemã visitou o país e documentou como é a vida dentro do Kandapara, o segundo maior e mais antigo bordel do país que fica no distrito de Tangail, o bordel tem mais de 200 anos.

Sandra Hoyn foi ao país especialmente com o objetivo de documentar como é a vida dentro do Kandapara.

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Visto que o bordel é basicamente uma pequena cidade murada, que abriga centenas de mulheres que vivem ali em condições às vezes precárias e são sujeitas a coisas terríveis naquele lugar.
De acordo com a jornalista o bordel é como uma cidade dentro de outra cidade, nas ruas estreitas, você pode encontrar barracas de comida, lojas de chá e até vendedores ambulantes.

A jornalista passou todos os dias de manhã até à noite no bordel documentando tudo e ela conta que em alguns dias ela até se esqueceu de onde ela estava.

Às vezes era como a vida cotidiana em outra cidade com as suas próprias regras.

Apesar de parecer com um local comum ou uma cidade normal, que é fechada e protegida, as prostitutas que vivem ali não são tratadas como cidadãs comuns.

Elas não têm nenhum direito, e são proibidas de saírem dos muros da Kandapara, e não podem ficar com todo o dinheiro que fazem ali no local, lógico que o lugar tem um dono.


A maior parte das meninas é extremamente pobre, e foram traficadas, abandonadas ou até mesmo nasceram lá mesmo, dentro do bordel.

Por isso, apesar de na teoria, as prostitutas precisarem ser maiores de 18 anos, na prática as coisas não são bem assim.

A maioria delas chega ao bordel nessas condições mencionadas acima, e começam a fazer programas com 12 a 14 anos.

Elas recorrem a esteroides, usados por agricultores para engordar o gado, isso tudo para parecer mais velhas e agradar aos clientes.

Nas fotos do documentário dá pra ver o sofrimento estampado no rosto das mulheres que não tem para onde ir e são obrigadas a se submeterem a um estilo de vida degradante e humilhante.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]