Na UTI, Bolsonaro apresenta sinais de gastroparesia e falta de movimento intestinal espontâneo; entenda os riscos destas condições

O ex-presidente não tem data para receber alta hospitalar.

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O acompanhamento rigoroso da saúde de figuras públicas costuma despertar grande interesse da população, especialmente quando envolve condições que exigem internações prolongadas.

Procedimentos pós-cirúrgicos, como os realizados em casos de complicações gastrointestinais, demandam atenção especializada para prevenir agravamentos e garantir uma recuperação segura.

No cenário político brasileiro, a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser foco, com atualizações diárias fornecidas pela equipe médica.Atualmente internado no Hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro apresenta um quadro clínico estável, sem episódios de febre ou alterações na pressão arterial.

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No entanto, ainda não há previsão de alta hospitalar. Segundo o boletim mais recente divulgado neste sábado, o ex-presidente permanece sem alimentação por via oral, recebendo suporte calórico e nutricional diretamente na veia, uma medida necessária diante dos sinais persistentes de gastroparesia — uma condição que retarda o esvaziamento do estômago — e da ausência de movimentos intestinais espontâneos.

“Persistem os sinais de gastroparesia (retardo do esvaziamento do estômago) e ainda não apresentou movimentos intestinais espontâneos, o que impede momentaneamente a alimentação por via oral ou pela sonda gástrica”, afirmou a equipe médica que cuida do ex-presidente..

O pós-operatório de Bolsonaro também inclui o tratamento de alterações laboratoriais relacionadas ao fígado, que, conforme informado pelos médicos, encontra-se em processo de recuperação.
Paralelamente, o ex-presidente realiza sessões de fisioterapia motora e recebe cuidados preventivos para evitar a formação de trombose venosa, uma complicação comum em internações prolongadas.

Durante a internação, episódios de instabilidade na pressão arterial foram registrados, mas os parâmetros foram normalizados recentemente. A equipe médica continua monitorando o quadro de forma intensiva, ajustando as terapias conforme a evolução clínica.

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A situação evidencia os desafios enfrentados em recuperações complexas e reforça a importância da assistência médica contínua para casos que envolvem múltiplos sistemas do organismo.

A recuperação completa em situações como essa pode ser demorada e depende da resposta individual ao tratamento, exigindo paciência e rigor na execução dos protocolos médicos estabelecidos.

O que é e quais são os riscos da gastroparesia

A gastroparesia é um distúrbio que causa um esvaziamento lento do estômago, resultando em alimentos que permanecem no estômago por um período mais longo do que o normal.

Os riscos associados à gastroparesia incluem náuseas, vômitos, perda de peso, desnutrição, desidratação, e em casos mais graves, complicações como obstrução intestinal e bezoares.

O que é e quais são os riscos da falta de movimentos espontaneos do intestino

A falta de movimentos espontâneos do intestino, conhecida como íleo paralítico ou paresia intestinal, significa que o intestino não está a contrair de forma normal para empurrar o conteúdo.
Este problema pode causar vários riscos, incluindo fecaloma (massa de fezes endurecidas), obstrução intestinal, desidratação e, em casos graves, até mesmo perfuração intestinal.
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Fabiana Batista Stos
Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.

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