Operação prende cerca de 300 homens por violência contra mulheres no Paraná

Ação deflagrada pela Polícia Civil no sábado (2) será encerrada no fim da tarde desta sexta (8) e faz parte de campanha estadual de prevenção.

A Polícia Civil do Paraná, em parceria com guardas municipais e a Polícia Militar, prendeu de sábado (2) até o fim da manhã desta sexta-feira (8) 282 homens suspeitos de ameaças e agressões contra mulheres em todo o estado.

As prisões – sendo 241 em flagrante e 41 em cumprimento de mandados judiciais – são resultado da Operação Respeito, que será encerrada às 18h.

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A ação também faz parte de uma campanha estadual de prevenção de casos de violência contra a mulher lançada nesta sexta pela Polícia Civil.

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De acordo com o balanço parcial divulgado pelo delegado Alexandre Macorin, em Curitiba foram 24 prisões, além de 33 na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e 12 em Cascavel, no oeste do Paraná, de onde a operação é comandada.

O grande número de casos de violência contra a mulher, explica o delegado, tem como principais fatores o período de festas de carnaval e o consequente maior consumo de bebidas alcoólicas. Paraná tem queda no número de mulheres assassinadas em 2018, mas aumenta Feminicídios.
No mesmo período, informou a delegada Mariana Vieira, a primeira mulher a chefia a 15ª Subdivisão de Polícia Civil em Cascavel, foram registrados três casos de feminicídio – em Foz do Iguaçu, Curitiba e Toledo – e ao menos duas tentativas – em Cascavel e Francisco Beltrão.

Uma análise feita pela responsável pela Delegacia da Mulher em Cascavel, delegada Raísa Vargas, indica que o feminicídio não tem um padrão e que em grande parte o agressor conhece a rotina da vítima e o crime é motivado por ciúmes ou por inconformismo dos agressores quando a mulher demonstra interesse de terminar o relacionamento.

“Na maioria dos casos que analisamos, não havia nenhum histórico de violência doméstica, de agressão contra as vítimas. É importante lembrar que não existe um padrão e muitas vezes um homem que nunca bateu na sua companheira pode, num ato impensado, cometer um feminicídio”, apontou.

A delegada destacou também a importância de se denunciar as agressões e ameaças.

“Queremos dizer para todas as pessoas, não só as vítimas, mas os vizinhos e familiares, que não deixem de procurar as delegacias quando observarem que uma mulher está sendo agredida e evitar que isso tenha um mal maior no final”, completou.

Também nesta sexta-feira, a delegada Mariana enviou a Prefeitura de Cascavel um ofício pedindo um espaço para a construção de um novo prédio para abrigar a Delegacia da Mulher e que assim seja possível atender as vítimas também fora do horário de expediente da delegacia central.

 

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]