Plantar a Lua: Conheça o polêmico ritual que vem se espalhando pelo Brasil feito com sangue menstrual

Um estranho ritual vem tomando conta do país, esse ritual utiliza como base o sangue da menstruação feminina e vem se espalhando pelas redes sociais.

Pelas redes sociais vem se espalhando desde de 2018, um ritual que utiliza o sangue da menstruação feminina e é chamado como “Plantar a Lua”. Algumas adeptas desse ritual explicam que o ritual consiste e criar uma conexão com o natural e é feito também como um enfrentamento do tabu sobre a menstruação.

Arquivo PessoalSegundo Morena Cardoso: “Algumas mulheres como ela acreditam que esse ritual seja um movimento de enfrentamento e luta”.

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O ritual que tem como base os rituais ancestrais, e tem se intensificado e espalhado com ajuda das redes sociais; onde mulheres que o praticam dividem com seus seguidores fotos, vídeos e textos explicando a prática e incentivando novas mulheres a aderir ao ritual.

Segundo a médica gaúcha, Laura Mocellin Teixeira, de 27 anos, ela é adepta desse ritual e todos os meses compartilha via Instagram com seus 25 mil seguidores os rituais que consistem em utilizar o sangue da menstruação, retirado com um coletor menstrual, passando no rosto e corpo; utilizando ainda como o sangue diluído na água para regar as plantas, ela entende esse ritual como uma conexão.

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O ritual segundo as praticantes tem como significado a celebração da menstruação que significa fertilidade; mas o ritual vem sendo praticado também como uma forma de combater os preconceitos em relação ao período menstrual e com as mulheres em geral.

As mulheres ainda explicam o por que de utilizarem o ritual como forma de combater os preconceitos; elas explicam que a sociedade sente “Nojo” da mulher que se encontra no período de menstruação dando como exemplo os parceiros que recusam e se anojam das parceiras nesse período renegando até mesmo o sexo com elas nesses momentos.

Arquivo PessoalO movimento tem levantado várias discussões sobre o assunto, desde o surgimento do movimento ao por que de utilizar o sangue menstrual nele; algumas mulheres dizem ser um movimento feminista outras que é um movimento de conexão com a natureza.

Segundo Morena Cardoso o objetivo é mostrar as mulheres que elas não tem porque se sentirem envergonhadas de seu corpo e de estar menstruada, que tal acontecimento não deve ser de nojo e insatisfação e sim de celebração e orgulho por se tratar de um sinal de fertilidade.

Como findadora do movimento, ela explica que o ritual já era praticado em outros países da América do Sul com população indígena, nessas tradições indígenas o sangue menstrual era utilizado para fertilizar a terra, e que seria celebrado e utilizado como um ritual de passagem das meninas em sua primeira menstruação.

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O nome de Plantar a lua foi dado pois como o ciclo menstrual acontece uma vez por mês como cada ciclo da lua e também por que várias adeptas não utilizam o sangue no corpo e sim para regar plantas ou plantar em solos; criando assim uma conexão com a natureza.

Apesar de ser um movimento novo em termos de divulgação, o ritual com o sangue menstrual vem de várias gerações principalmente de descendentes indígenas, onde o ritual é mais praticado. Vindo de outros lugares da América do Sul, esse ritual é estudado no Brasil a 20 anos.Há várias artistas brasileiras que já são adeptas do ritual e entendem como uma ligação com a natureza e agradecimento de sua fertilidade. Uma das artistas que publicou ser adepta do ritual é Bianca Bin, ela utilizou sua rede social para publicar seu ritual.

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Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]