Quarentena faz aumentar a coleta de lixo

Estudos afirmam que o aumento tenha sido de 75%.

Um cidadão paulista chamado Carlos Antônio dos Reis, atualmente com 52 anos, percorre todos os dias desde de seus 9 anos, coletando materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Ele afirma que o ano atual vem se tornando histórico para ele.

Segundo o homem, ele nunca viu tanto plástico e papel jogado pelas ruas. Carlos afirma que nunca trabalhou tanto como esse ano, o que ele vive hoje é o espelho do isolamento social em que estamos vivendo no momento e isso é um recorte do que se observa no país todo.

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Segundo a Associação de Limpeza pública, o aumento foi de 28% na coleta de substâncias recicláveis o Brasil nesse mês, que considera apenas lixo doméstico. Esse levantamento foi realizado por todos os operadores de diversos municípios, de diferentes tamanhos e regiões, que 60% do mercado de limpeza urbana do Brasil.

Carlos Silva, presidente da entidade, diz que esse resultado vem da maior permanência das pessoas em casa, pelo fato de estarmos em isolamento. “É fruto desse perfil novo de compras online, de embalagens de alimentos e até do delivery. Parte desse lixo reciclável que foi coletado foi para aterros sanitários pelo fato de algumas empresas de reciclagem estarem fechadas pela pandemia”, diz o homem.

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Na grande São Paulo, a prefeitura apontou o aumento de 39% na coleta seletiva até o dia 23 de junho, comparado com o mesmo período do ano de 2019. Nesse ano já foi recolhido 6 mil toneladas de lixo reciclável e no ano passado foi reconhecido apenas 4 mil toneladas.

“Esses números podem estar relacionados a uma adesão maior dos paulistas à reciclagem, da mesma maneira que uma menor produção de resíduos nas ruas durante esse período de quarentena devido ao Covid-19”, afirma o órgão em nota, que até o momento não falou dos dados do plástico desse ano.

Mesmo que a coleta esteja acontecendo, o panorama brasileiro da reciclagem preocupa, pelo fato de que segundo Filho, o mês de agosto completa 10 anos, o país recicla apenas 4% dos seus restos coletados. E a maior parte desse trabalho e realizada informalmente por pessoas como Carlos Antônio.

O catador afirma que o crescimento foi de 75% só de plástico desse de o início da quarentena na cidade de São Paulo. De um modo geral ele também já esperava que iria crescer. “Eu faço coleta em um restaurante na região da Consolação e eu tirava dois ou três sacos de lixo por dia, mas hoje estamos coletando em média, 30 sacos por dia”, conta o homem que cata material reciclável a mais de 40 anos.

Escrito por Redator News Hero

Sou especialista em notícias da TV, fofocas de famosos e acontecimentos em geral. Também escrevo sobre acontecimentos no meio político.