Síndrome rara faz com que jovem durma até 22 horas por dia, crise dura até 3 semanas

A jovem Rhoda Rodriguez-Diaz precisa lidar diariamente com o estigma causado por uma síndrome rara que a acomete. Diaz sofre com uma rara síndrome, conhecida como "síndrome da bela adormecida" que faz com que ela durma horas e horas a fio, mesmo sem necessidade alguma ou cansaço.

A jovem Rhoda Rodriguez-Diaz, de apenas 21 anos, de Leicester (Inglaterra) precisa lidar diariamente com o estigma causado por uma síndrome rara que a acomete.

Diaz sofre com uma rara síndrome, conhecida como “síndrome da bela adormecida” que faz com que ela durma horas e horas a fio, mesmo sem necessidade alguma ou cansaço.

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Rhoda Rodriguez-Diaz conta que passa alguns transtornos causados pela síndrome, ela já precisou trancar a matrícula na Universidade, por exemplo.

“É muito chato quando as pessoas me chamam de preguiçosa. Eu luto para lidar com os efeitos disso (da síndrome). Mas estou determinada a não deixar que tenha um grande impacto sobre a minha vida. Isso é uma parte de mim e não o que eu sou”, comentou, em entrevista ao Daily Mail.

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Rhoda lida com essa condição desde criança, mas antes o diagnóstico havia sido distúrbio do sono que causa cansaço extremo, agora médicos consideram o diagnóstico prévio equivocado. Hoje, a condição de Rhoda é diagnosticada como síndrome de Kleine-Levin.

A síndrome tem períodos de dormência, mas geralmente quando se manifesta é em crise intensa. Rhoda conta que, as vezes, fica acordada apenas pelo tempo de tomar um banho, comer alguma coisa e voltar para a cama.
Isso acaba gerando um problema nutricional, já que durante períodos de crise a jovem acaba precisando recorrer a alimentação rápida, geralmente fast-food.

“A vida acontece enquanto estou dormindo. A realidade bate quando eu acordo e percebo que perdi uma semana da minha vida”, lamenta a jovem.

“Eu me sinto muito mal quando isso acontece. Eu perco muito. Essa é a parte mais difícil disso. É difícil explicar às pessoas onde estive. Porque é muito raro alguém se esforçar para entender”, comenta.

Em certa ocasião, Diaz chegou a dormir por 3 semanas seguidas. Por dia, a jovem passava em média 22 horas dormindo e, em alguns dias, chegava a virar de um dia para o outro.

Geralmente a síndrome se manifesta no meio da adolescência, ou até pelo fim desse período, e é acompanhada por três sintomas: hiperfagia (compulsão por comida), hipersexualidade e hipersônia (sono excessivo). Quem sofre da crise pode apresentar picos de agressividade também.

 

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]