Tatuador é preso suspeito de abusar de mulheres em BH; ‘Pediu para tirar a calcinha’ conta uma das vitimas

Pelo menos 15 mulheres procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte.

No domingo dia 31 de março a Policia Civil prendeu o tatuador Leandro Caldeia Alves Pereira,de 44 anos de idade, após várias denuncias de assédio.

Uma das mulheres disse em depoimento que o procurou para reparo em uma cicatriz na barriga, no momento do procedimento ele disse que ela teria que tirar a calcinha, ela questionou mas acreditou quando ele disse que seria necessário retirar toda a peça intima.

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Ele perguntou se eu poderia tirar a calcinha. Eu achei um pouco estranho e falei: ‘mas não dá só pra eu abaixar?’ Ele: ‘seria melhor se você tirasse’.

Eu não duvidei. E eu tirei a calcinha. Ele apoiou a parte do lado da mão bem em cima da minha vagina e começou a tatuar” revelou a ativista.

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Conforme registros da Polícia Civil, 15 mulheres procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte – Minas Gerais.

O advogado de defesa disse que não há veracidade na denuncia das mulheres e que isto será provado judicialmente.


Ester Gavendo, diretora de uma associação que representa 30 mil estúdios de tatuagem no Brasil, alerta que, durante uma sessão de tatuagem como essa, a mulher não precisa tirar as roupas íntimas: “Pode-se baixar ela. E mesmo assim, colocar, ali, um tecido ou um pano para que proteja a intimidade do cliente.” esclarece.

Outra mulher que também depôs contra Leandro, disse que sua filha o procurou para fazer uma tatuagem e ele a impediu de acompanha-la durante o procedimento, a garota de 16 anos também foi abusada.

A Policia chegou até o artista depois que a professora Duda Salabert postou em sua rede social e recebeu mais de 100 comentários. “O que chamou a atenção é que desses 100 relatos, 40 foram especificamente sobre esse tatuador com dread, no estúdio Tattoo Reggae. Usava o nome Leleco ou Leandro. E aí diziam que era ele relatos pesados, com violências sexuais“, contou a ativista.

Agora preso, Leandro vai responder pelos crimes de violação sexual mediante fraude. A delegada Dr. Larissa Mascotte, da Polícia Civil de Minas Gerais, afirma que as provas que constam em registro contra o tatuador até agora são contundentes.

“É considerado uma fraude porque ele se utilizou dessas manobras enganosas pra poder realizar esses atos libidinosos. As vítimas acreditavam que aquele comportamento, aquela posição, era necessário para a confecção do desenho e aí permitiriam aqueles toques as provas reunidas no inquérito policial até agora são contundentes. As vítimas tiveram versões uníssonas, coerentes”, explica a delegada.

Escrito por Pedro Machado

Apaixonado por marketing digital, colunista em diversos sites e páginas do facebook. Trabalhando como redator autônomo há mais de 5 anos. Contato: [email protected]