Vídeo com ameaça de demissão e interferência de Bolsonaro à Polícia Federal é solicitado pelo procurador-geral da República

O pedido foi feito com base nas denúncias de Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro.

A semana iniciou com novas movimentações a respeito das acusações realizadas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, em que diversas providências foram tomadas em busca de provas destas acusações.

As apurações sobre das denúncias feitas por Sergio Moro, no último mês, teve início após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para abrir o inquérito. Com isso, o procurador-geral da República, Augusto Aras, fez novos pedidos para dar andamento ao caso.

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Entre os pedidos está a autorização de depoimentos de pessoas mencionadas por Moro  em seu depoimento. Entre elas estão ministros, diversos delegados e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) que trocou mensagens com Moro, pedindo que aceitasse a nomeação de do delegado Alexandre Ramagem, amigo de um dos filhos de Bolsonaro, em troca de um cargo no STF.

A solicitação dos vídeos de reunião entre Jair Bolsonaro e ministros servirá para confirmar a denúncia de Moro. Segundo o ex-ministro da Justiça, em uma das reuniões, Bolsonaro o teria pressionado para substituir o diretor-geral da Polícia Federal (PF) e o superintendente da equipe do Rio de Janeiro, além de ter acesso a relatórios da inteligência de outras informações da PF.

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Aras também contará com o conteúdo de conversas trocadas entre Moro e Bolsonaro, via WhatsApp e se comprovada a tentativa de interferência do presidente na PF, isso poderá ser caracterizado como crime.

Além destas provas, a PGR quer a verificação de assinaturas usadas no Diário Oficial sem a ciência do ex-ministro da Justiça.

Todas estas verificações têm como objetivo apurar se Bolsonaro procurou interferir na Polícia Federal. Caso seja comprovada, esta interferência configuraria diversos crimes, incluindo o de falsidade ideológica.

A Polícia Federal fará as investigações de acordo com o determinado pelo Supremo e, assim que concluir o inquérito, entregará o relatório à PGR.

Se comprovada a denúncia, o procurador-geral da República pode apresentar uma acusação contra Bolsonaro no Supremo para que Câmara dos Deputados aprove e, deste modo, o STF decidir sobre aceitar a queixa, ou não.

 

Via: bbc.com

Escrito por Karen Rodrigues

Redatora de assuntos da atualidade, artigos que abrangem diversas temáticas e seguem novas tendências.