Em um caso que mistura negligência médica com um verdadeiro milagre, foi confirmado que o bebê prematuro, dado como morto, está vivo e lutando pela vida na UTI, neste último domingo, dia 26 de outubro, em Rio Branco, no Acre.
O bebê, de cinco meses de gestação, teve sua vida quase interrompida ao ser declarado natimorto e passar cerca de 12 horas dentro de um saco, até ser retirado do próprio velório ao ser encontrado chorando dentro do caixão.
A tia do recém-nascido, Maria Aparecida, concedeu uma entrevista e falou sobre o momento da descoberta no velório. “‘Ao chegar lá [no velório], eu pedi para abrir [o caixão] para poder ver o bebê e ele estava chorando. Isso é muita negligência”.
Com a notícia do milagre, os detalhes da suposta negligência vieram à tona. A família, vinda do Amazonas para o parto, foi informada que o bebê nasceu sem vida, com hipóxia intrauterina.
O corpo foi liberado para o funeral sem que os sinais vitais fossem devidamente checados, um procedimento que certamente não é considerado como comum.
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Neste momento de dor e revolta, o governador do Acre determinou o afastamento da equipe médica e uma investigação rigorosa. O bebê segue intubado na UTI, mas apresentando melhora, com a ventilação mecânica sendo reduzida gradualmente.
O caso levanta um debate nacional sobre protocolos médicos. O respeito pelo o que o direito à vida representa, mesmo em casos de prematuridade extrema, é o que guia a busca por respostas e por justiça.
No momento, a família acompanha a luta do pequeno guerreiro no hospital, enquanto as investigações buscam por responsáveis. Para muitos, há a sensação de que se trata de um caso que trouxe um misto de revolta e esperança, diante de um bebê que ‘voltou’ do próprio velório para lutar pela vida.






