Investigação sobre diarista que matou casal de idosos, traz detalhe sobre o passado dela

A morte dos idosos chocou a população da capital mineira.

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Casos de crimes patrimoniais praticados contra idosos costumam chamar a atenção das autoridades por envolverem vítimas em situação de maior vulnerabilidade.

Além do prejuízo material, investigações desse tipo frequentemente revelam padrões de comportamento que ajudam a esclarecer outros episódios semelhantes e contribuem para ampliar as apurações policiais. Em Minas Gerais, a conclusão de um inquérito da Polícia Civil trouxe novos desdobramentos para um caso que já vinha sendo investigado.

Segundo a corporação, outras quatro pessoas procuraram a Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo afirmando terem sido vítimas da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que já era investigada pela morte de um casal de idosos em Belo Horizonte.

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De acordo com os investigadores, os novos relatos apresentam características semelhantes às verificadas durante a apuração principal. A polícia informou que o mesmo método teria sido empregado em diferentes ocasiões, com o uso de medicamentos de efeito sedativo para reduzir a capacidade de reação das vítimas antes da prática dos crimes.

As investigações apontam que, no primeiro dia de trabalho na residência de Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76, a diarista teria colocado esse plano em prática. Após a ação, diversos objetos pertencentes ao casal foram levados, sendo que parte dos bens acabou localizada pela polícia e devolvida aos familiares.

Durante a operação que resultou na prisão da suspeita, realizada em um hotel na cidade de Itabira, os policiais apreenderam 165 comprimidos de um medicamento com efeito sedativo.

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O material recolhido passou a integrar o conjunto de provas analisadas ao longo do inquérito, reforçando a linha de investigação adotada pela equipe responsável pelo caso.

Nesta segunda-feira (13), a Polícia Civil anunciou oficialmente a conclusão das investigações. A suspeita foi indiciada por duplo homicídio, enquanto o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se apresentará denúncia à Justiça.

Caso isso aconteça, caberá ao Poder Judiciário decidir sobre a abertura da ação penal e o andamento do processo, além de analisar os elementos reunidos durante toda a investigação.

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Fabiana Batista Stos
Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.

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