Cão é salvo após ficar em carro trancado no centro de São Paulo

Dono do carro foi localizado e conduzido à Delegacia do Meio Ambiente

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Policiais que atuavam na região central de São Paulo resgataram um cachorro deixado sozinho dentro de um carro fechado, na Rua Florêncio de Abreu. O animal foi encontrado preso, sem ventilação, em uma situação que colocava sua vida em risco.

A ocorrência foi identificada por agentes da Atividade Delegada. Ao perceberem o perigo, os policiais acionaram equipes de apoio especializadas. Diante da urgência, os agentes optaram por quebrar um dos vidros do veículo para salvar o cão. Após o resgate, o animal recebeu atendimento  no local.

O dono do carro foi localizado pelas autoridades e conduzido à Delegacia do Meio Ambiente. O caso foi formalmente registrado e agora será investigado para apurar eventuais punições com base na legislação de proteção aos animais.

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Casos como esse não são incomuns e representam sérios riscos. Mesmo em dias moderadamente quentes, a temperatura dentro de um carro fechado pode subir de forma extrema em pouco tempo, transformando o interior do veículo em uma verdadeira estufa.

Pesquisas apontam que, com temperatura externa de 25°C, o interior de um carro exposto ao sol pode ultrapassar 40°C em poucos minutos. Em apenas uma hora, o painel pode atingir até 70°C, segundo estudo da Universidade do Estado do Arizona.

Embora esse levantamento tenha sido feito com foco na segurança infantil, os dados se aplicam igualmente aos animais. Cães, em especial, enfrentam grandes dificuldades para regular a temperatura corporal nesses ambientes.

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Diferente dos humanos, os cães não suam e dependem da respiração para se refrescar. Em locais abafados, esse mecanismo se torna ineficaz, provocando sintomas como respiração acelerada, salivação intensa, fraqueza e confusão mental.

Se expostos por tempo prolongado, os animais podem sofrer convulsões, falência de órgãos e até morrer caso a temperatura corporal ultrapasse os 41°C. O risco é ainda mais elevado para cães de raças braquicefálicas, como Pugs e Bulldogs, que têm mais dificuldade para respirar devido à estrutura anatômica do focinho.

Deixar um animal preso em carro fechado, mesmo por poucos minutos, é considerado uma prática de maus-tratos. No Brasil, a Lei 9.605/1998 prevê sanções para tutores que coloquem a vida de seus animais em perigo.

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VANESSA B
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