As autoridades do Paraná coordenam uma operação de busca pelo jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, desaparecido desde a manhã do dia 1º de janeiro de 2026 no Pico Paraná, em Antonina.
Roberto pretendia assistir ao primeiro nascer do sol do ano no ponto mais alto da Região Sul do Brasil, mas não foi mais visto após o início da descida do cume.
O trabalho de resgate envolve equipes por solo do Corpo de Bombeiros, drones, helicópteros com câmeras térmicas e o suporte especializado de montanhistas do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo) e do Clube Paranaense de Montanhismo.
Para não interferir na operação, o Instituto Água e Terra determinou o fechamento temporário das trilhas dos morros Pico Paraná, Caratuva, Getúlio e Itapiroca.
O desaparecimento ocorreu em uma trilha considerada de alto grau de dificuldade, caracterizada por penhascos, necessidade de uso de grampos em rochas e mudanças climáticas bruscas.
De acordo com relatos de testemunhas, Roberto apresentou sinais de mal-estar, como vômitos e fraqueza, durante a subida realizada na madrugada da virada de ano.
No momento, ele estava acompanhado por Thayane Smith, uma jovem natural de Manaus que conheceu recentemente em Curitiba. A ausência de Roberto foi notada pelo analista jurídico Fábio Sieg Martins, que encontrou Thayane sozinha na barraca do acampamento;
Após isso, diante da falta de informações sobre o paradeiro do jovem, ele acionou o socorro oficial no primeiro ponto com sinal de celular disponível.
O caso tem gerado repercussão devido às contradições nos depoimentos e ao comportamento de Thayane Smith nas redes sociais. Em entrevistas, a jovem apresentou versões distintas sobre o momento da separação.
Inicialmente, ela mencionou o mal-estar do amigo e, posteriormente, alegou que seguiu na frente por Roberto estar lento, acreditando que outros trilheiros o auxiliariam. Nas redes sociais, ela também realizou publicações polêmicas.
Thayane publicou imagens da trilha e mensagens que incluíam comentários sobre investigações acompanhados de emojis de risada, além de afirmar que não voltaria a caminhar com pessoas sem experiência em montanhismo.
O delegado responsável pela investigação, Glaison Lima Rodrigues, informou que o desaparecimento é tratado atualmente como uma ocorrência sem indícios criminais imediatos, e todos os envolvidos foram ouvidos na condição de testemunhas.
No entanto, a Polícia Civil ressaltou que, caso surjam evidências de irregularidades, o boletim poderá ser convertido em inquérito policial. Enquanto isso, a família de Roberto mantém um perfil em rede social para centralizar informações sobre as buscas.






