Uma véspera de Natal marcada pelo luto e pela perplexidade no bairro São Bernardo, em Campinas (SP). Muitos lamentaram o ocorrido e estão mandando mensagens de condolências.
A jovem Juliana de Oliveira, de apenas 25 anos, morreu após ser atacada pelo próprio cão, um pitbull, no quintal de sua residência na tarde desta terça-feira (23).
O ataque ocorreu enquanto Juliana estava em casa com sua filha de apenas oito meses. Segundo o boletim de ocorrência, um vizinho tentou intervir com uma barra de ferro ao ouvir os gritos e rosnados, mas a ferocidade do animal impediu o resgate.
O marido da vítima chegou minutos depois e conseguiu conter o cão, mas Juliana já apresentava ferimentos fatais nos braços e no abdômen. Infelizmente, ela não conseguiu resistir.
Amigas e colegas de trabalho da padaria onde Juliana trabalhava expressaram profunda tristeza e saíram em defesa da memória da jovem, combatendo julgamentos sobre a criação do animal:
Amigas relataram que Juliana tratava o cachorro “como se fosse um filho” e nunca demonstrou agressividade ou falta de paciência com o animal, mesmo diante da circunstâncias.
O maior foco da vida de Juliana no momento era a filha bebê. “Ela era uma pessoa surreal, amava a família dela”, descreveu uma das amigas ao conceder depoimentos para canais de comunicação.
Descrita como uma pessoa feliz e batalhadora, Juliana era muito querida no ambiente de trabalho, onde deixou memórias inesquecíveis para os colegas.
A Polícia Militar confirmou que a bebê de oito meses estava no imóvel no momento do ataque, mas, felizmente, saiu ilesa fisicamente. A criança foi amparada pela família após a tragédia.
Quanto ao animal, a tenente Nicoly Gonçalves informou que ele foi retirado do local e encaminhado ao Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal de Campinas.
O caso levanta, mais uma vez, o debate sobre ataques de cães de grande porte, mesmo em ambientes onde recebem carinho e cuidados, como era o caso.






