O sentimento que domina os familiares e amigos de Patrícia Ferreira é o de incredulidade. A dor é profunda diante da perda de uma mulher tão querida, que buscava apenas um pouco de paz após uma noite de perturbação.
Costureira dedicada, mãe de sete filhos, seis biológicos e um adotivo, e considerada uma amiga leal e prestativa, Patrícia perdeu a vida quando apenas tentava garantir o direito básico ao descanso. Sua ausência repentina deixou um vazio imenso em São Gonçalo do Pará (MG), cidade onde era amplamente conhecida e admirada.
Na manhã do último sábado, dia 19 de julho, após uma madrugada inteira de som alto vindo da casa da vizinha, Patrícia decidiu conversar com os moradores da residência para pedir que o volume fosse reduzido.
O pedido, feito por volta das 6h e acompanhado de seu filho de 12 anos, acabou em uma discussão com duas mulheres. O desentendimento evoluiu para agressões físicas e, em meio à confusão, um homem presente na festa sacou uma arma e atirou contra Patrícia.
O filho presenciou tudo e, em desespero, ainda tentou reanimá-la até a chegada do SAMU. Infelizmente, os socorristas apenas puderam constatar a morte no local. O atirador está foragido, mas já foi identificado pela polícia, que segue investigando o caso. Veja reportagem:
Colegas de trabalho e moradores da cidade lamentam profundamente o ocorrido. A amiga e colega Catarina descreveu Patrícia como uma mulher forte, generosa e batalhadora. “Ela cuidava dos filhos, trabalhava o dia todo e ainda encontrava tempo para ajudar quem precisava”, contou.
A cena de ver a amiga caída na rua é uma lembrança que ela diz jamais esquecer. Patrícia buscava algo simples: tranquilidade em seu lar. O desfecho da história escancara um problema cotidiano, a intolerância ao diálogo e o uso da violência em situações que poderiam ser resolvidas com empatia.






