O corte de árvores é uma das tarefas mais perigosas do meio rural e exige preparo técnico, uso de equipamentos adequados e atenção redobrada.
Cada movimento pode representar risco, já que o desvio inesperado do tronco ou galhos pode transformar o que parecia uma atividade rotineira em uma situação grave.
Foi nesse contexto que ocorreu o acidente que vitimou o trabalhador Estevan Panceri, de 36 anos, em Videira, no Meio-Oeste catarinense, um episódio que voltou a acender o debate sobre segurança nas atividades florestais.
Na tarde de quinta, dia 18 de setembro, Estevan auxiliava no corte de eucaliptos quando uma das árvores, ao cair, acabou atingindo outra e desviou do curso previsto, golpeando diretamente sua cabeça.
O impacto deixou o trabalhador inconsciente e com ferimentos severos: afundamento de crânio, sangramento nos ouvidos e nariz, além de suspeita de fraturas e lesão cervical.
Imediatamente socorrido em estado crítico, ele foi levado ao Hospital Salvatoriano Divino Salvador, onde permaneceu internado até a segunda, dia 22 de setembro.
Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu. A família chegou a manifestar o desejo de doar os órgãos, mas o procedimento não pôde ser realizado, já que o exame necessário para confirmar a morte encefálica não foi concluído.
Nas redes sociais, a empresa para a qual Estevan trabalhava, da qual ele também era sobrinho dos proprietários, publicou uma mensagem de despedida emocionante: “Você foi luz na nossa família. Até um dia”.
A notícia gerou comoção na comunidade de Videira, onde o trabalhador era bastante conhecido. Amigos, colegas e familiares se uniram em homenagens, lembrando dele como uma pessoa dedicada e querida.
O caso reforça a necessidade de protocolos mais rígidos de segurança no manejo de árvores de grande porte. Capacitação, planejamento da derrubada e uso de equipamentos de proteção individual são medidas essenciais para reduzir riscos em um setor que, apesar de rotineiro em regiões rurais, ainda carrega perigos muitas vezes subestimados.






