As rodovias que cortam o Brasil são palco de milhares de acidentes todos os anos. Muitas dessas ocorrências resultam em vítimas fatais, e grande parte acontece em trechos aparentemente simples, mas que escondem perigos como curvas mal sinalizadas, falta de acostamento ou áreas com pouca visibilidade.
Apesar dos avanços na fiscalização e melhorias na infraestrutura, o número de vidas perdidas nas estradas continua alto. Na manhã deste domingo, dia 20 de julho, um acidente com desfecho inesperado tirou a vida de um jovem casal no km 365 da BR-101, em Sangão, no Sul de Santa Catarina.
José Cruz, de 21 anos, e Maria Vitória Machado, de 19, estavam em um VW Gol com placas de Criciúma quando o veículo saiu da pista e caiu em um lago às margens da rodovia. O carro ficou totalmente submerso e os dois não conseguiram sair a tempo, sendo encontrados já sem vida pelas equipes de resgate.
O acidente envolveu ainda um terceiro ocupante, também de 21 anos, que conseguiu escapar do carro antes que o veículo afundasse completamente. Ele sofreu apenas ferimentos leves e foi encaminhado ao Hospital de Caridade de Jaguaruna.

A operação de resgate contou com a participação dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Samu e da CCR ViaCosteira. A remoção do carro exigiu o uso de guincho e um trabalho minucioso devido à profundidade e ao acesso complicado ao lago.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas o caso chama atenção para a necessidade de medidas que aumentem a segurança em áreas próximas a corpos d’água ao longo das rodovias. Pequenos deslizes, aliados a trechos de risco, podem ser fatais.
A morte precoce de dois jovens que apenas se deslocavam pela estrada escancara a fragilidade da vida e a urgência em buscar soluções mais eficazes para a segurança no trânsito.






