Nos períodos de lazer à beira de rios e lagos, muitos banhistas acreditam estar em total segurança, mas esquecem de um risco muitas vezes invisível: o tráfego de embarcações. Locais onde lanchas e jet skis circulam intensamente exigem atenção redobrada e, sobretudo, sinalização eficiente.
Quando a diversão se mistura à negligência, o resultado pode ser devastador como ocorreu no último domingo, dia 28 de julho, no Rio Paranaíba, em Cachoeira Dourada (MG).
Alisson de Andrade Ribeiro, de 31 anos, perdeu a vida após ser atingido pela hélice de uma lancha enquanto mergulhava em um ponto afastado do rio.
Segundo informações da Polícia Militar, o condutor da embarcação se aproximava da margem para atracar quando ouviu um barulho estranho vindo da hélice. Ao perceber uma mancha de sangue e um braço erguido na água, entendeu a gravidade do que havia ocorrido. Veja momento:
O homem, que não possuía habilitação náutica, também se recusou a fazer o teste do bafômetro. Alisson era natural de Itaúna, um jovem alegre e apaixonado por aventuras ao ar livre, que encantava a todos com seu carisma.
Trabalhou em oficinas mecânicas e, após perder os pais ainda jovem, estreitou os laços com os irmãos. Sua irmã Alessandra relembra com carinho os momentos recentes, especialmente o vídeo em que ele brinca com sua sobrinha de três anos memória que ela promete guardar com todo amor.
A morte de Alisson gerou comoção e também questionamentos sobre a segurança da área conhecida como Prainha. A Prefeitura de Cachoeira Dourada informou que já existem placas no local, mas que reforçará a sinalização e alertas.
A Marinha do Brasil instaurou uma investigação para apurar as causas do acidente. Este caso reforça a urgência de fiscalização nas áreas de banho e do cumprimento rigoroso das normas de navegação. Para que tragédias como essa — silenciosas e evitáveis — não se repitam.






