Graves acidentes seguem marcando as rodovias brasileiras e revelam, quase diariamente, histórias que chocam pela rapidez com que tudo acontece.
Trechos conhecidos, trajetos rotineiros e viagens aparentemente comuns acabam se transformando em cenários de perda, levantando alertas sobre os riscos constantes enfrentados por quem depende das estradas para trabalhar, viajar ou simplesmente seguir a vida.
Foi em uma dessas situações que Fernando Henrique Negrão da Cruz, de 30 anos, perdeu a vida após um acidente na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Maracaí, no interior de São Paulo. Ele conduzia um carro que colidiu na traseira de um caminhão, por razões que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
O impacto foi suficiente para causar ferimentos fatais em Fernando, que morreu ainda no local. O motorista do caminhão teve apenas lesões leves.
Morador de São José do Rio Pardo, Fernando atuava como técnico de enfermagem e fazia parte da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São João da Boa Vista.
Paradoxalmente, alguém acostumado a salvar vidas acabou sendo vítima de um episódio que reforça a vulnerabilidade de quem circula pelas estradas do país.
Colegas de trabalho descrevem Fernando como uma pessoa energética, comunicativa e sempre disposta a incentivar quem estava ao redor.
Era conhecido por se preocupar com o bem-estar dos outros, característica que levava tanto para o ambiente profissional quanto para a vida pessoal. Fora do trabalho, mantinha uma rotina ativa, gostava de se exercitar e valorizava o tempo ao lado da família e dos amigos.
No momento do acidente, ele seguia viagem rumo ao Paraguai, onde pretendia fazer compras. Em nota oficial, o Samu lamentou a perda e prestou solidariedade à família, amigos e colegas.

A colisão ocorreu no quilômetro 478 da rodovia, no sentido interior-capital. O trecho chegou a ficar parcialmente interditado para o trabalho da perícia, o que causou lentidão no tráfego durante parte do dia. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação.






