Transitar pelas rodovias do Brasil é, muitas vezes, enfrentar riscos invisíveis que podem surgir a qualquer instante. Entre o fluxo intenso de carros, caminhões e motocicletas, qualquer descuido ou necessidade inesperada pode se transformar em um desafio de sobrevivência.
No último sábado, dia 27 de setembro, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, um episódio lamentável mostrou de forma clara como o ambiente das estradas pode ser hostil e perigoso até para quem apenas tenta atravessá-las.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), mãe e filho perderam a vida ao tentar cruzar a BR-376 para encontrar o carro de aplicativo que faria o transporte da família.
As vítimas, identificadas como Eni Amaral Alves Betim, de 57 anos, e Fernando Alves Betim, de 30, aguardavam do lado oposto ao ponto onde o veículo havia parado.
Na tentativa de atravessar as pistas em meio ao tráfego, foram atingidos por diferentes veículos. Eni foi a primeira a ser atingida por um automóvel que seguia no sentido sul. Já Fernando acabou atingido na sequência por dois caminhões, que, segundo a PRF, não pararam após o impacto.
O motorista do carro que iria transportar a família realizou teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de álcool, e prestou esclarecimentos às autoridades antes de ser liberado.
O acidente mobilizou equipes da concessionária que administra o trecho, resultando no bloqueio temporário de duas faixas da rodovia. A pista só foi totalmente liberada por volta das 23h, após a conclusão do trabalho da perícia e da retirada dos veículos envolvidos.
O caso acende um alerta importante sobre a vulnerabilidade de pedestres em rodovias federais. Diferente das áreas urbanas, esses locais não possuem sinalização ou estruturas adequadas para travessias, o que torna qualquer tentativa extremamente arriscada.
Especialistas em segurança viária reforçam a necessidade de pontos seguros de embarque e desembarque, além da conscientização de motoristas e passageiros.






