Deslocamentos rodoviários para tratamentos de saúde são uma realidade para muitas famílias brasileiras, especialmente em municípios menores que dependem da estrutura hospitalar de grandes centros.
Na noite da última sexta-feira (19), um trágico acidente na BR-386, no trecho que corta o município de Carazinho, no interior do Rio Grande do Sul, interrompeu de forma abrupta a rotina de pacientes e acompanhantes que seguiam em um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Constantina.
A colisão resultou na morte de cinco pessoas e deixou outras quatro gravemente feridas. O acidente ocorreu por volta das 23h, no quilômetro 184 da rodovia, e envolveu o micro-ônibus da prefeitura e um caminhão.
De acordo com informações das autoridades locais, o veículo transportava pacientes que retornavam de Porto Alegre após compromissos médicos. Entre as vítimas fatais estão Fabiel Rivoli Largo, de 39 anos, e sua filha Larissa Pedroso Largo, de apenas 8 anos. P
ai e filha faziam esse trajeto com frequência em razão do tratamento de saúde da menina. O motorista do micro-ônibus, Rodrigo Rodrigues Aguirre, de 42 anos, também morreu no local, assim como os passageiros Jandir Riboli, de 72 anos, e Therezinha Letícia Anzilheiro Riboli, de 78 anos.
Todos estavam no mesmo veículo. As quatro pessoas feridas – três do micro-ônibus e o condutor do caminhão – foram socorridas em estado grave e encaminhadas ao Hospital de Clínicas de Carazinho. Segundo boletim médico, os pacientes apresentam fraturas, mas estão conscientes e em estado estável.
O acidente provocou o bloqueio total da rodovia por cerca de seis horas, com a via sendo liberada somente por volta das 4h50 da madrugada de sábado. As causas da colisão ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas pela Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos responsáveis.

Ocorrências dessa natureza reforçam a necessidade de atenção redobrada nas estradas, especialmente em viagens realizadas durante a noite, quando a visibilidade e o cansaço podem comprometer a segurança.
A tragédia também chama atenção para a importância de políticas públicas que garantam transporte seguro e eficiente para pacientes em tratamento contínuo, muitas vezes obrigados a enfrentar longos percursos para acesso à saúde especializada.






