Um novo desdobramento marcou o andamento das investigações sobre o caso que envolve a morte de dois líderes religiosos no estado do Tocantins. A Polícia Civil deteve um homem de 51 anos, apontado como o terceiro envolvido no caso.
Contra ele, pesavam mandados de prisão e de busca e apreensão, cumpridos em sua residência, localizada no distrito de Luzimangues. A ação faz parte da Operação Viúva Negra, que já havia levado à prisão outros dois suspeitos.
O nome da operação remete à motivação identificada nas investigações: o crime teria sido articulado por uma mulher que não aceitava o fim do relacionamento com o filho das vítimas.
A investigação conduzida pela 57ª Delegacia de Polícia de Pium revelou que o suspeito recém-detido teve envolvimento direto na execução. Ele teria oferecido apoio logístico ao executor, transportando-o até o local do crime em uma motocicleta, posteriormente localizada na garagem de sua casa.
Em troca, teria recebido uma quantia em dinheiro. A polícia também investiga o vínculo entre o novo preso e a mandante, já que ele teve um relacionamento anterior com uma pessoa próxima dela.
Segundo os investigadores, a suposta mandante, insatisfeita com o término do relacionamento, chegou a enviar mensagens com ameaças ao ex-companheiro e seus familiares, utilizando uma identidade falsa de um agente de segurança para tentar intimidá-los.
Antes dos acontecimentos, ela viajou de Santa Catarina para o Tocantins com o atual parceiro, que foi posteriormente identificado como o responsável direto pela execução. Ela retornou ao seu estado de origem, enquanto ele permaneceu no local com apoio do terceiro suspeito, facilitando a consumação do plano.
Com a nova prisão, os responsáveis pelo caso esperam aprofundar o esclarecimento dos fatos e reforçar os elementos que sustentam a acusação. O homem está detido na Unidade Prisional de Paraíso do Tocantins, onde aguarda as próximas decisões da Justiça.






