Alguns trabalhos carregam riscos constantes, exigindo atenção redobrada e equipamentos adequados para garantir a segurança de quem os exerce.
Entre eles, as atividades na construção civil estão entre as mais perigosas, pois lidam diariamente com alturas, estruturas instáveis e materiais pesados.
Nesta última quarta, dia 13 de agosto, na cidade de Orleans, no Sul de Santa Catarina, esse perigo se concretizou de forma dolorosa para a família e amigos de Antônio Cezar Corrêa, o “Teda”, de 48 anos.
O acidente ocorreu pela manhã, na Rua Aristiliano Ramos, no Centro da cidade, enquanto ele prestava serviços em um prédio em obras. De acordo com relatos, a proteção lateral da edificação teria cedido, causando a queda de aproximadamente sete metros.
Antônio foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros na sacada de um prédio vizinho, apresentando traumatismo craniano e hemorragia intensa. Ele não resistiu e faleceu no local.
A construtora responsável pela obra, Bussolo Empreendimentos, divulgou uma nota lamentando profundamente a perda e expressando solidariedade à família, amigos e colegas de profissão.
Teda era conhecido por seu comprometimento e carinho com a família. Ele deixa a esposa, quatro filhos e um neto. A despedida começou na quarta, na Capela Municipal de Lauro Müller, e a cerimônia religiosa foi realizada na manhã de quinta, dia 14 de agosto, reunindo parentes, amigos e moradores que o admiravam.
Entre as homenagens, um conhecido resumiu o sentimento coletivo: “Muito triste um pai de família morrer trabalhando. É uma dor para a família que nunca vai se conformar”.
A morte de Teda reforça a necessidade de atenção às normas de segurança em canteiros de obra, lembrando que, por trás de cada capacete e uniforme, há histórias, sonhos e pessoas que esperam o retorno de quem sai para trabalhar.






