Uma tragédia chocou os moradores do Parque Ribeirão, em Ribeirão Preto (SP), na madrugada desta segunda-feira (29). A situação gerou enorme tristeza na comunidade.
Daniela Messias Trindade Ferreira, de 42 anos, foi assassinada a facadas pelo marido, o pintor Carlos Henrique Fermino Lopes, de 37 anos. O crime, ocorrido dentro do quarto do casal, foi presenciado pelo filho caçula de apenas 6 anos.
A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Patrícia de Mariani Buldo, relatou detalhes que impressionaram a polícia pela frieza e pelo trauma imposto à criança.
Segundo as investigações, o menino de 6 anos não apenas assistiu ao crime, como tentou, com suas próprias mãos, impedir que o pai continuasse golpeando a mãe.
A dinâmica do crime foi reconstruída através dos depoimentos dos filhos de Daniela, que também estavam na residência no momento em que aconteceu a discussão.
Uma filha de 25 anos foi a primeira a ouvir os gritos e encontrar o padrasto sobre a mãe. Inicialmente, ela pensou que fossem socos, mas logo percebeu a gravidade da situação.
O filho de 18 anos da vítima conseguiu interromper o agressor. Ao entrar no quarto, ele encontrou o irmão de 6 anos com o corpo e as roupas cobertos pelo sangue da mãe.
Mesmo diante da cena devastadora, o jovem de 18 anos retirou o irmão menor do local e deu-lhe um banho para remover o sangue, tentando minimizar o choque imediato da criança.
Após o crime, Carlos Henrique tentou se esconder em uma árvore no quintal da casa, mas foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça após audiência de custódia.
Diante da situação, ele responderá por feminicídio, agravado pelo fato de ter sido cometido na presença de descendente. Este caso em Ribeirão Preto soma-se a uma triste estatística de violência doméstica que tem marcado o final do ano em diversas regiões do país.
Além de Daniela, a casa abrigava outros três filhos, um neto e a criança de 6 anos, que agora integram o grupo de órfãos que foram causados por conta do feminicídio.
Daniela Messias foi descrita por familiares como uma mãe dedicada. Quando o socorro médico chegou à Avenida dos Andradas, ela já não apresentava sinais vitais.






