A rotina tranquila de um bairro em Curitibanos, Santa Catarina, foi profundamente abalada com a descoberta de um corpo em avançado estado de decomposição dentro de uma residência.
Casos assim não apenas despertam atenção policial, mas causam comoção, medo e indignação entre moradores, que passam a questionar o que realmente acontece atrás das portas fechadas da vizinhança.
A vítima foi identificada como Juliana Lima, de 38 anos, que estava desaparecida desde o dia 8 de julho. O corpo foi localizado apenas no dia 21, após a proprietária do imóvel, incomodada com a falta de pagamento do aluguel e o furto de itens da casa, decidir averiguar pessoalmente o local.
Ao entrar no quarto, guiada por um forte odor, ela e o marido se depararam com a cena impactante: o corpo de Juliana sobre a cama, coberto por lençóis e com travesseiros sobre a cabeça.
A Polícia Militar foi acionada e o imóvel foi isolado até a chegada das equipes da Polícia Civil, Científica e da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), que assumiu a investigação. A linha inicial do inquérito aponta para possível feminicídio.
Além do corpo, os policiais constataram o furto de eletrodomésticos e de toda a fiação elétrica da residência. Segundo o irmão da vítima, Juliana tinha um relacionamento conturbado com um homem que, segundo relatos, a agredia fisicamente. Ambos seriam usuários de entorpecentes.
A polícia já identificou um suspeito e segue com as diligências para esclarecer os fatos. Juliana havia registrado uma denúncia anterior contra um ex-companheiro, atualmente preso, mas não havia queixas formais contra o parceiro atual.
A causa da morte será determinada por exame de necropsia. O caso, ainda em investigação, reforça o alerta sobre situações de violência silenciosa e a importância da vigilância comunitária.






