O Natal, data em que corações se enchem de luz e esperança, tornou-se um dia de profunda dor para uma família em Unaí (MG). O riso de uma criança, que há instantes enfeitava o ar, deu lugar a um silêncio que nenhuma palavra é capaz de preencher.
A perda de um filho é uma ferida que o tempo não apaga, ainda mais quando o cenário era de celebração e reencontro. Mateus Ribeiro Campos, de apenas quatro anos, estava em uma chácara com a mãe e o irmão, que haviam viajado de Brasília (DF) para passar o Natal com os familiares.
Enquanto a mãe preparava um lanche para o outro filho, o pequeno brincava na varanda. Minutos depois, foi visto dentro da piscina por parentes que estavam no quintal.
O desespero tomou conta de todos: o menino foi retirado da água e levado às pressas ao hospital, mas, mesmo após tentativas de reanimação, não resistiu.
Segundo a Polícia Militar, a piscina tinha 1,3 metro de profundidade e possuía um portão que normalmente ficava trancado, porém, naquele dia, estava destravado.
O proprietário da chácara contou que havia saído por alguns minutos para alimentar os animais e, ao retornar, encontrou Mateus na água.
Nenhum dos familiares havia usado a piscina durante o feriado. O corpo de bombeiros e a perícia da Polícia Civil foram acionados para apurar as circunstâncias do afogamento.
Entre lembranças e lágrimas, a família tenta compreender como um instante de distração se transformou em uma ausência impossível de suportar.
No Natal que deveria ser de união, ficou o vazio, e a lembrança de um sorriso que, mesmo interrompido, jamais será esquecido. O caso reforça a importância de cuidado redobrado em períodos festivos em que crianças podem sofrer graves acidentes.






