O Brasil ainda enfrenta um cenário alarmante em relação à violência doméstica, e muitos desses episódios têm como desfecho o feminicídio.
A cada ano, milhares de mulheres perdem a vida pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros que não aceitam o fim de um relacionamento.
Casos assim, apesar de chocarem a opinião pública, continuam se repetindo em diferentes regiões do país, revelando que o problema é profundo e estrutural, exigindo ações mais firmes de prevenção e proteção.
Na manhã desta sexta, dia 8 de agosto, Campo do Meio, no Sul de Minas, foi palco de mais um episódio que ilustra esse triste quadro.
Adriana Fernandes Batista, 50 anos, servidora pública municipal e funcionária de um clube recreativo, foi encontrada sem vida dentro de sua residência, no bairro JK.
O principal suspeito é o ex-companheiro, Rivail Dias, 43 anos, também servidor público, com quem ela manteve um relacionamento de dois anos e do qual estava separada há cerca de dois meses.
De acordo com a Polícia Militar, o crime teria sido motivado por ciúmes e pela não aceitação do término. Na madrugada, Rivail teria telefonado para a filha de Adriana confessando o ato.
Quando familiares e amigos tentaram contato com a vítima, sem sucesso, acionaram a PM, que encontrou o corpo com sete perfurações.
O objeto usado, um canivete, foi localizado posteriormente no local de trabalho do suspeito, um campo de futebol. Após se apresentar à Polícia Civil acompanhado de um advogado, Rivail foi encaminhado à delegacia de Campos Gerais.
A Prefeitura informou que abrirá um processo administrativo disciplinar que pode levar à sua exoneração. O corpo de Adriana foi sepultado na mesma noite, enquanto a comunidade local ainda tenta compreender como a convivência de anos terminou em mais um número nas estatísticas de feminicídio.
Este caso reforça a urgência de políticas públicas mais eficazes e de uma rede de apoio que realmente proteja mulheres em situação de risco, antes que o ciúme e o controle se transformem em sentença de morte.






