Casos de violência doméstica que acabam em vítimas fatais continuam a chocar e preocupar a sociedade, evidenciando a urgência de ações preventivas e mecanismos de proteção mais efetivos.
Em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, a comunidade amanheceu em luto após a morte da professora Andreia Sotoriva, de 39 anos, assassinada pelo ex-companheiro na noite de quarta, dia 13 de agosto.
O homem, que não aceitava o fim do relacionamento, também tentou tirar a própria vida após o ataque. Segundo testemunhas, Andreia visitava uma loja de amigos para mostrar uma roupa recém-comprada.
O momento, que deveria ser de descontração, foi interrompido quando o agressor entrou no local sem cumprimentar ninguém, com a mão escondida dentro do casaco. Em seguida, disparou contra ela duas ou três vezes, conforme relatou o proprietário da loja.
A vítima caiu atrás do balcão, enquanto ele e a esposa conseguiram escapar. O autor, de 39 anos, foi socorrido em estado gravíssimo, entubado e com previsão de transferência para Chapecó.
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Amigos e conhecidos afirmaram que Andreia estava reconstruindo a vida, preparando-se para morar em um novo apartamento e retomando sua rotina com alegria. Entretanto, o ex-companheiro a perseguia de forma constante, aparecendo nos mesmos lugares e monitorando seus passos.
A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Científica atenderam a ocorrência, que está sendo investigada como feminicídio. O caso reforça a importância de denúncias em situações de perseguição, ameaças e agressões, já que sinais prévios de risco estavam presentes.
O crime deixou claro que, além de medidas de proteção, é preciso fortalecer campanhas de conscientização e garantir canais ágeis para acolhimento de vítimas, evitando que histórias como a de Andreia se repitam.
Andreia será lembrada por seu carinho e dedicação à educação, agora se torna um símbolo da luta contra a violência que ainda atinge tantas mulheres no país.






