Dirigir cansado é uma das situações mais perigosas no trânsito, capaz de transformar poucos segundos de sonolência em consequências irreversíveis.
A fadiga ao volante reduz os reflexos, compromete a atenção e pode colocar em risco não apenas quem conduz, mas todos que compartilham a via.
Foi exatamente esse cenário que se desenhou em São José do Rio Preto (SP), quando um motorista de carreta foi flagrado cochilando instantes antes de um acidente que resultou na morte de um advogado de 53 anos.
As imagens registradas pelas câmeras do próprio veículo mostram o caminhoneiro, identificado como Aureliano Antonio Messias, de 58 anos, apoiado na janela, de braços cruzados e olhos fechados.
Caminhoneiro dorme ao volante e mata advogado prensado; imagens mostram homem cochilando momentos antes do acidente em São Paulo. #ConexãoGloboNews
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— GloboNews (@GloboNews) August 22, 2025
Enquanto o trânsito seguia lento devido a obras na pista, a carreta começou a se mover sozinha. Segundos depois, o motorista despertou com o impacto contra o carro à frente, ocupado apenas por Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, que não resistiu.
O automóvel foi esmagado entre as carretas e ficou completamente destruído. O acidente, que envolveu quatro veículos, mobilizou equipes de resgate e deixou o tráfego interditado por mais de cinco horas. O corpo do advogado está sendo velado em Mirassol (SP) e o enterro acontece nesta sexta, dia 22 de agosto, em Rio Preto.
A empresa para a qual o caminhoneiro presta serviços emitiu nota lamentando profundamente o ocorrido, garantindo que o caminhão, modelo 2024, estava em perfeitas condições de manutenção e com todos os sistemas de segurança funcionando.
As gravações foram entregues à Polícia Civil e devem integrar o inquérito. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Embora o motorista tenha alegado falha mecânica, as evidências apontam o contrário.
O episódio reacende o alerta para os riscos da fadiga nas estradas, especialmente para caminhoneiros, que enfrentam longas jornadas de trabalho.
Especialistas destacam que a sonolência pode ser tão perigosa quanto o álcool ao volante, exigindo atenção redobrada e políticas rigorosas de prevenção.






