O atentado contra o ex-diretor-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, continua a revelar novos desdobramentos. Fontes, que foi peça-chave no combate ao crime organizado e ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande, foi executado em plena via pública no litoral paulista.
Horas após o ataque, a polícia localizou um carro incendiado, suspeito de ter sido usado na fuga dos criminosos. Um vídeo registrou o veículo em chamas, reforçando a hipótese de que o incêndio teria sido provocado para eliminar provas.
Durante entrevista no local do crime, o delegado-geral Artur Dian confirmou que, além desse automóvel, outro veículo também foi encontrado, carregado com munições e carregadores de fuzil. Ambos os casos estão sob perícia, e as autoridades reforçam que nenhuma linha de investigação está descartada.
A ação, marcada por forte planejamento, sugere que os executores tomaram medidas para dificultar a identificação e o rastreamento dos envolvidos. Ruy Ferraz tinha uma carreira de mais de quatro décadas na Polícia Civil.
Foi pioneiro nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC), liderando operações que prenderam líderes da facção e mapearam sua estrutura criminosa. Durante os ataques de maio de 2006, sua atuação foi considerada fundamental no enfrentamento da crise. Veja vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DOqN8aglVT-/
Entre 2019 e 2022, comandou a Polícia Civil paulista, período em que determinou a transferência de chefes do PCC para presídios federais, numa tentativa de reduzir o alcance do grupo dentro do sistema penitenciário.
Com passagens por departamentos estratégicos como o Denarc, o DHPP e o Deic, além de experiência internacional em cursos na França e no Canadá, Ferraz consolidou sua imagem como um dos delegados mais influentes do estado.
Enquanto isso, a polícia intensifica o uso de ferramentas de inteligência para encontrar os responsáveis por um atentado que expõe, mais uma vez, a ousadia do crime organizado no país.






