Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, foi velado na tarde deste domingo em uma cerimônia restrita, marcada por comoção e homenagens discretas. O ambiente tinha uma mistura de dor e indignação.
Familiares e amigos mais próximos se reuniram na Igreja Batista Capital, no Setor de Clubes Sul, em Brasília, para se despedirem do adolescente, cuja morte foi confirmada no sábado, após duas semanas internado em estado grave.
O clima de luto e respeito foi preservado a pedido da família, que optou por não divulgar imagens do momento de despedida. Parentes vindos de outras cidades, como Goiânia e Rio de Janeiro, também estiveram presentes para prestar solidariedade.
O sepultamento de Rodrigo foi realizado em seguida, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, também de forma reservada. Nas redes sociais, amigos do jovem compartilharam um vídeo em sua homenagem, resgatando momentos felizes de sua vida.
As imagens o mostravam sempre rodeado por colegas, com sorrisos espontâneos, reforçando a lembrança de alguém alegre e carismático. Palavras de carinho e saudade se multiplicaram nas publicações feitas ao longo do dia.
A morte de Rodrigo reacendeu um debate sensível no Distrito Federal: a escalada de conflitos envolvendo adolescentes e as consequências devastadoras que podem surgir desses confrontos.
O jovem foi internado em estado crítico após sofrer um traumatismo craniano em uma briga registrada em Vicente Pires. Permaneceu intubado em uma unidade hospitalar particular em Águas Claras, onde lutou pela vida até não resistir às complicações decorrentes das lesões.
O principal investigado no caso, Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, teve a prisão preventiva decretada e está detido no Centro de Detenção Provisória, no Complexo da Papuda. Inicialmente, ele havia sido liberado após pagamento de fiança, mas a gravidade do caso motivou nova ordem de prisão.
A investigação continua, e o desfecho do processo será acompanhado de perto por uma sociedade que ainda busca compreender como situações como essa podem ser prevenidas.
O momento é de reflexão sobre o papel da empatia, da responsabilidade e do diálogo na formação de uma juventude mais consciente e protegida.






