O mistério em torno do desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, ganhou novos elementos após a divulgação de contradições nos depoimentos de sua acompanhante, Thayane Smith, e de comportamentos polêmicos da jovem nas redes sociais.
Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro de 2026, após atingir o cume do Pico Paraná, em Antonina, para assistir ao primeiro nascer do sol do ano. Desde então, o caso mobiliza equipes de resgate e a Polícia Civil, que investiga a conduta de Thayane na trilha.
Thayane Smith, de 19 anos e natural de Manaus, conheceu Roberto cerca de um mês antes da viagem, no Largo da Ordem, em Curitiba. Durante as investigações, a jovem apresentou versões divergentes sobre o momento em que se separou do amigo.
Em um primeiro depoimento, relatou que Roberto passava mal e que se arrependia de tê-lo deixado para trás. Posteriormente, mudou o relato ao afirmar que o rapaz estava apenas “lento” e que ela decidiu descer correndo para manter seu “estilo de vida”.
Testemunhas, no entanto, confirmam que Roberto estava debilitado e vomitando durante o trajeto. Além disso, Thayane desceu a montanha portando o celular e a carteira do jovem, alegando que o fez para aliviar o peso da mochila dele.
A postura da jovem nas redes sociais aprofundou as críticas do público e da família da vítima. Enquanto as buscas ainda ocorriam, Thayane publicou vídeos celebrando sua experiência no “maior Pico do Sul” e postagens nos stories com tons de deboche.
Nas publicações, ela utilizou frases como “investigações, eita 2026 kkkkk” e emojis de risada. Ela também causou polêmica ao rebater críticas com comentários considerados preconceituosos contra pessoas que chamou de “sedentárias”.
Na ocasião, ela afirmou que só aceitaria julgamentos de quem tivesse a mesma disposição física que ela. Em entrevista, a jovem chegou a declarar que, caso o amigo não seja encontrado com vida, seria porque “Deus permitiu”.
Relatos adicionais de testemunhas que acompanharam a dupla, como o analista jurídico Fábio Sieg Martins, indicam que houve um desentendimento entre os dois no cume da montanha, após Roberto ter feito cócegas na amiga, o que teria desagradado Thayane.
“Não podemos fazer nada, né? É manter o equilíbrio e esperar os profissionais, os bombeiros, darem o resultado final e fazerem o trabalho deles”, afirmou, em uma entrevista.
A Polícia Civil do Paraná já iniciou as diligências e ouviu os envolvidos. Embora o caso seja tratado inicialmente como desaparecimento sem indícios de crime, as autoridades não descartam outras possibilidades.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros permanece na área, e a família de Roberto busca respostas para as lacunas deixadas nos relatos da acompanhante.






